Internacional Africa Centenas de pessoas refugiam para o Níger devido a ataques na Nigéria

Centenas de pessoas refugiam para o Níger devido a ataques na Nigéria

Centenas de residentes na cidade de Damasak, no nordeste da Nigéria, fugiram ontem (14) para o Níger, depois de uma série de ataques ‘jihadistas’ na região, segundo residentes e fontes militares.

Combatentes do grupo Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap, sigla em inglês) lançaram uma nova ofensiva a uma base militar em Damask, na fronteira com o Níger, sendo este o quarto ataque na cidade desde sábado, segundo fontes citadas pela agência France-Presse (AFP).

Os ataques anteriores, no sábado e na terça-feira, levaram à destruição de instalações humanitárias e provocaram pelo menos quatro mortos, incluindo um soldado.

Já na noite de terça-feira, foi incendiada uma esquadra da polícia, uma vez que não conseguiram assumir o controlo da base militar local, referem as mesmas fontes.

Desde sábado que muitos residentes fugiram da cidade à procura de refúgio na capital regional, Maiduguri, assim como na cidade de Diffa, no vizinho Níger, embora uma parte da população se tenha mantido no local.

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O mais recente ataque dos ‘jihadistas’, na quarta-feira, com recurso a vários camiões equipados com metralhadoras, fez com que os últimos residentes restantes fugissem através da fronteira.

Segundo a agência francesa, o vídeo mostra centenas de civis a carregarem pertences, a pé e em burros, atravessando uma estrada no mato.

Desde o início da rebelião do grupo terrorista islâmico Boko Haram no nordeste da Nigéria, em 2009, o conflito fez quase 36 mil mortos e dois milhões de deslocados.

Em 2016, o grupo separou-se, ficando a fação histórica de um lado e a Iswap, reconhecida pelo Estado Islâmico, do outro.

Há três anos, em 01 de março de 2018, os combatentes do Iswap atacaram uma base da Organização das Nações Unidas (ONU) em Rann, uma cidade do nordeste da Nigéria, matando três funcionários e raptando outro.

Em 01 de março deste ano, os ‘jihadistas’ do Iswap atacaram a cidade de Dikwa, matando seis civis e forçando os trabalhadores humanitários a retirarem-se.

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