Jovem de 19 anos apresentava taxa de alcoolemia quatro vezes superior ao limite determinado por lei para conduzir.
Um estudante britânico de 19 anos de idade morreu depois de ter participado numa espécie de “jogo de iniciação” de uma equipa de râguebi universitária, que envolvia embebedar-se.
O corpo de Sam Potter foi encontrado pelos colegas de equipa, da Universidade de Gloucestershire, numa casa em Gloucester, em Inglaterra, na madrugada de 9 de maio de 2019.
O estudante de cinema fazia parte do Esher Rugby Club, que, na tarde de 8 de Maio, estava a levar a cabo festas de iniciação, ou praxes, onde se encontravam cerca de 15 alunos, do primeiro ao quarto ano.
Um míssil lançado da Síria atingiu o sul de Israel, lançando alertas perto do reator nuclear ultrassecreto nacional, disseram os militares israelitas, que responderam com ataques no país vizinho.
O incidente, marca a mais grave violência entre Israel e a Síria em anos e aponta para um provável envolvimento iraniano.
O Irão, que mantém tropas na Síria, acusou Israel de uma série de ataques às suas instalações nucleares, incluindo sabotagem no complexo de Natanz a 11 de abril, e jurou vingança. E ameaçou também complicar as tentativas lideradas pelos EUA para se recuperar o acordo nuclear internacional com o Irão.
O exército israelita disse que o míssil atingiu a região de Negev e as sirenes de ataque aéreo soaram perto de Dimona, onde se encontra o reator nuclear de Israel, tendo sido relatadas outras explosões no país. O exército disse mais tarde que o míssil não tinha causado danos.
O reator nuclear em Dimona é entendido como uma peça central de um programa de armas nucleares não declarado. Israel não confirma nem nega que possui um vasto arsenal nuclear.
Israel acusa o Irão de tentar desenvolver armas nucleares e opôs-se aos esforços liderados pelos EUA para se regressar ao acordo nuclear internacional com o Irão. Com o encorajamento de Israel, o então Presidente norte-americano, Donald Trump, abandonou o acordo em 2018.
O Irão começou recentemente a enriquecer uma pequena quantidade de urânio até 60% de pureza, o nível mais elevado de sempre. No entanto, o Irão insiste que o programa tem como objetivo fins pacíficos.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou repetidamente que Israel não permitirá que o Irão desenvolva a capacidade de ter armas nucleares. Israel bombardeou por duas vezes outras nações do Médio Oriente para atingir os seus programas nucleares.
Todos os incidentes ocorreram no momento em que o Irão negoceia em Viena, com as potências mundiais, a questão do acordo nuclear, mas avisando desde logo que “não haverá conversações diretas ou indiretas” com os Estados Unidos.
Os negociadores descreveram as conversações como construtivas, até à data, embora reconheçam que a sabotagem em Natanz pode influenciar as conversações.
O Governo de Israel disse que o acordo não impedirá o Irão de desenvolver armas nucleares e lembrou que este não aborda o programa de mísseis de longo alcance e o apoio daquele país a grupos terroristas no Líbano, Síria e Gaza.
O Irão, por sua vez, afirmou que o seu programa nuclear é apenas para fins pacíficos, e apelou a um maior escrutínio das instalações nucleares de Israel em Dimona.
Sete pessoas ficaram feridas, duas em estado grave, após terem sido esfaqueadas na quarta-feira por um homem de 24 anos num abrigo de requerentes de asilo na Holanda, informou hoje a polícia. O motivo do ataque, ocorrido na cidade de Echt, a 180 quilómetros a sul de Amesterdão ainda não foi esclarecido.
A polícia anunciou que os agentes foram chamados ao local onde se encontram instalados os refugiados requerentes de asilo e prenderam o suspeito. O alegado atacante não foi identificado pelas autoridades. Os feridos foram todos transportados para um hospital.
As pessoas que vivem no abrigo foram transferidas para outros locais de acolhimento onde vão permanecer até que terminem as investigações policiais.
No local estava um antigo oficial da Marinha e o condutor foi retirado do veículo com vida. Não corre risco de vida. Um condutor perdeu o controlo do seu SUV, saiu da estrada e caiu por um penhasco até à praia que se encontrava abaixo, em Carlsbad, no estado norte-americano da Califórnia.
O homem foi resgatado com vida de dentro do veículo por um antigo oficial da Marinha, que se encontrava na praia, no momento do acidente. Recebeu atendimento médico no local e, segundo as autoridades, não corre risco de vida.
Quase uma dezena de salva-vidas foram mobilizados para o local, pois a operação de emergência viu-se a braços com algumas ondas de maior dimensão.
Ficou apenas com pequenos ferimentos do acidente e continua hospitalizado. Foi aberta uma investigação ao acidente.
Um estudo da Universidade do Minho, hoje revelado, concluiu que o consumo de álcool, tabaco e “comida de plástico” aumentou do primeiro para o segundo confinamento, sendo que o ‘stress’ e ansiedade tiveram “níveis semelhantes” no início de ambos.
As conclusões do estudo, liderado pelos investigadores da Escola de Medicina da Universidade do Minho (UMinho) Pedro Morgado e Maria Picó-Perez, apontam que o consumo de “jogos de azar” e canábis registaram também aumento do confinamento iniciado em março de 2020 para o iniciado em janeiro de 2021.
A mesma investigação salienta a “adaptação” aos confinamentos consoante ele decorria, uma vez que, em ambos os níveis de stress, ansiedade e sintomas depressivos, que atingiram patamares idênticos em 2020 e 2021, foram “diminuindo ao longo do tempo”.
“Este fenómeno replica a reação com adaptação que já se tinha observado no primeiro confinamento”, concluíram os investigadores.
Quanto aos hábitos dos inquiridos, a investigação aponta para o aumento do consumo de tabaco e de “comida de plástico” (12,8% ambos) entre o primeiro e o segundo confinamento. O consumo de álcool também teve um “aumento particular” (11,2%), sendo “sobretudo notório entre os homens, que aumentaram o consumo de bebidas alcoólicas em 22,6%.
A ingestão de bebidas energéticas aumentou 6,3%, o consumo de jogos de fortuna e azar aumentou 2,3% e o consumo de canábis aumentou em 1% dos participantes.
Por outro lado, os sintomas obsessivos (medidos, por exemplo, pela lavagem excessiva das mãos), aponta o texto, “diminuíram sistematicamente desde o início da pandemia, apresentando em 2021 valores significativamente mais baixos do que os observados em março de 2020”.
“Apesar de termos mais conhecimento acerca do vírus e de estarmos melhor preparados para as dificuldades do confinamento, também estamos mais cansados e vimos defraudada a expectativa de que 2021 seria muito melhor do que 2020”, refere, em comunicado enviado à Lusa, Pedro Morgado.
Segundo o investigador “o ser humano tem uma extraordinária capacidade de adaptação e que, apesar das adversidades, os sintomas reduziram-se ao longo do confinamento”.
A investigação salienta ainda que em fevereiro de 2021 mais de 20% da amostra tinha consultas de saúde mental em curso, pelo que Pedro Morgado salienta a importância das medidas de prevenção de comportamentos e monitorização dos comportamentos aditivos.
“São sempre mecanismos ‘desadaptativos’ de gestão do sofrimento”, afirma. O estudo agora dado a conhecer faz parte de um projeto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Os dados foram recolhidos em março e abril de 2020 e em fevereiro e março de 2021, sendo que em 2020 a amostra era constituída por 2042 pessoas das quais 624 pessoas responderam também em 2021.
O Tribunal Constitucional Federal da Alemanha anunciou, a rejeição de um pedido para bloquear a ratificação do plano de recuperação pós pandemia da União Europeia, incluindo o mecanismo de dívida conjunta dos “27”.
A ratificação tinha sido aprovada, em Março, pelas duas câmaras do Parlamento alemão, mas a conclusão do processo, pelo Presidente Frank-Walter Steinmeier, tinha sido suspensa, no final de Março devido, a um recurso apresentado por diversas forças políticas germânicas, entre elas a AfD, da extrema-direita.
Os opositores do plano de recuperação dos “27” acreditavam que a Constituição alemã impedia o país de partilhar o peso financeiro da dívida de outros parceiros europeus.
“Com base num exame sumário, não parece haver uma probabilidade forte de que o tribunal venha a encontrar uma violação no procedimento”, lê-se no comunicado do Tribunal Constitucional Federal.
O Presidente Frank-Walter Steinmeier pode, assim, avançar para a concretização da ratificação do chamado Fundo Europeu de Recuperação, “NEXTGenerationEU”, avaliado em €750 mil milhões.
A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou a decisão judicial e considerou que “a União Europeia se mantém dentro do plano estabelecido para a sua recuperação económica, após esta pandemia sem precedentes”.
Desde o passado dia 24 de Março, dia do ataque terrorista à Vila de Palma, a vida de quem lá vivia ficou marcada por histórias de tragédia, desespero e retrocessos. Desde então, dia-a-dia, dezenas de pessoas embarcam ou tentam embarcar em aventuras por terra ou mar, em busca de locais seguros para fugir dos terroristas.
Cerca de um mês depois do ataque terrorista à Vila de Palma, a cidade de Pemba, a capital de Cabo Delgado, continua a receber deslocados vindos de Palma.
Na terça-feira (20), mais de 100 pessoas chegaram à cidade, em duas embarcações artesanais, que atracaram no bairro de Paquitequete. Consigo, traziam (muito) pouco do que conseguiam salvar e levar na fuga. O que trazem de mais são estórias dramáticas da longa viagem que os levou para longe das suas casas.
“Quase todas aldeias, incluindo Quissengue de onde estamos a sair, estão abandonadas. Todos estão concentrados em Quitupo, perto do acampamento da TOTAL, à espera de uma oportunidade para sair de Palma, revelou Abdul Inze, um dos mais de 130 deslocados desembarcados na terça-feira em Palma.
Os deslocados, na sua maioria mulheres e crianças, foram recebidos pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS), que os encaminhou a centros transitórios de acomodação, com excepção daqueles que encontraram logo alguém da família.
A Polícia Municipal, na cidade de Maputo, está a intensificar a fiscalização das carrinhas escolares para aferir e sensibilizar o cumprimento das medidas de prevenção da Covid-19 durante o transporte dos alunos.
Segundo o porta-voz da polícia municipal na capital do país, Mateus Cuna, os elementos em análise são o álcool para desinfecção das mãos, a pintura amarela para identificação das carrinhas e os acompanhantes responsáveis por assegurar o cumprimento das medidas de contenção da pandemia, durante o percurso de casa até à entrada na escola.
O ponto de fiscalização, na terça-feira (20), foi a Escola Primária Completa A Luta Continua na cidade de Maputo. No geral, todos os condutores cumpriam a lotação recomendada, entretanto, em alguns casos, foram constatadas algumas irregularidades, como a falta de desinfectante, acompanhante ou mesmo a pintura do carro, que, conforme sublinha Cuna, “o transporte de aluguer escolar deve ser de cor amarela”.
Do balanço da fiscalização feito pelo porta-voz, apesar de algumas irregularidades constatadas, na sua maioria, os condutores têm cumprido as medidas e, mesmo para os que teimam em não cumpri-las, a polícia está orientada para uma fiscalização proactiva, ou seja, tem-se privilegiado o diálogo e sensibilização dos condutores.
“A título de exemplo, no período compreendido entre 19 de Março e 19 de Abril, foram fiscalizadas 357 viaturas e não tivemos nenhuma multa aplicada, graças à colaboração dos condutores, que, após a constatação de irregularidades, por parte da polícia, tendem a regularizar a situação”, disse Mateus Cuna.
Apesar de se optar pelo diálogo, nada impede a responsabilização dos condutores infractores. Por exemplo, segundo o regulamento de transportes em veículos automóveis e reboques, na falta de serviços públicos, a multa passada seria de 10.000 meticais.
Os transportadores escolares dizem que a actividade já não é rentável, uma vez que as despesas, os turnos e os dias de aula aumentaram, por isso se viram obrigados a aumentar o valor das mensalidades por aluno.
“Antes, o valor mínimo eram 1.200 meticais e, agora, passou para 2.000 meticais, mas, ainda assim, não compensa por conta das despesas, algumas carrinhas carregam, às vezes por viagem, apenas cinco alunos e não é rentável”, lamentou o presidente dos transportadores escolares, Calisto Namburete.
A fonte revelou ainda que, por conta das despesas, alguns transportadores “desistiram da actividade”, dos 160 transportadores que operavam na cidade da Matola, por exemplo, mais de 20 pararam a actividade.
A redução do número de transportadores deve-se ao facto, também, de alguns encarregados optarem por levar, pessoalmente, os seus educandos à escola.
O presidente da Liga Moçambicana de Futebol diz ter fé na reabertura do Moçambola, na próxima comunicação à Nação do Chefe de Estado, depois de a Federação Moçambicana de Futebol ter entregado, na terça-feira (20), testes da Covid-19, aos clubes participantes da prova. Por isso, Couana projecta o arranque da competição para 15 de Maio.
A Federação Moçambicana de Futebol entregou, na terça-feira, testes da Covid-19 a todos os clubes que disputam o Moçambola 2021. O gesto anima o Presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Ananias Couana, que já projecta a retoma da maior competição futebolística Nacional, esperando-se apenas que o Chefe de Estado dê um “yes” na sua comunicação de segunda-feira. Couana diz ser expectativa de todos que, na próxima comunicação à Nação, o Presidente da República autorize o retorno do Campeonato Nacional de Futebol.
O gestor da prova máxima estabeleceu 15 de Maio como data ideal para a realização da quinta jornada visto que da avaliação feita entre a Liga Moçambicana de Futebol e os clubes ficou acordado que seriam necessários 15 dias desde a autorização da retoma para que se organize toda a logística da prova.
Couana garantiu, por outro lado, que todos os 14 clubes treinam, ansiosos pela retoma da prova, ainda que, actualmente trabalhem sem nenhum horizonte, pelo que as duas semanas que separarão o anúncio da retoma e o pontapé de saída serão suficientes para colocar os atletas e os treinadores focados na competição.
Ananias Couanafez estes pronunciamentos durante a cerimónia de entrega dos 4.550 testes rápidos aos clubes, uma acção que, para o chefe da Liga Moçambicana de Futebol, encerra o cumprimento das orientações deixadas pelo Presidente da República, da realização semanal e regular da testagem a todos os intervenientes da competição nacional.
“Estamos, porém, cientes de que o que foi feito não é bastante. Há outros elementos que conduzem as decisões, mas a nossa expectativa é de que teremos o Campeonato Nacional de Futebol para breve”.
A respeito dos testes distribuídos aos clubes, para testar os intervenientes do Moçambola durante as próximas 13 jornadas, Couana observou que, apesar de indispensáveis, não são o fim de tudo.
O gestor do órgão que organiza o Moçambola diz que “os testes devem ser complementados com outras medidas de prevenção à Covid -19 para que não haja registo de casos positivos na prova ou, através da prova, haja várias contaminações”, afiançou, instando aos clubes a continuarem empenhados e comprometidos com o cumprimento rigoroso do protocolo sanitário contra o novo Coronavírus.
Governo vai colocar à venda produtos agrícolas a um preço acessível, para permitir o seu fácil acesso pelos consumidores. Segundo o ministro de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, o executivo pretende, ainda com a iniciativa, abrir um mercado para as quantidades de produtos que acabam por ficar sem clientes.
Segundo Celso Correia, o país tem muito a ganhar com esta estratégia, podendo, com a mesma, obter mais receitas para o Cofre de Estado.
O país está, neste momento, a observar o período da colheita da produção da primeira campanha agrícola e o executivo mostra-se satisfeito com os níveis de produtividade.
Celso Correia, que respondia, a perguntas de insistência dos deputados da Assembleia da República, disse que o sucesso da primeira campanha agrícola teve uma contribuição significativa do programa Sustenta, cujos resultados também se verificam na melhoria das comunidades envolvidas.
“Só nesta campanha agrícola, o Governo integrou cerca de 200 mil famílias na cadeia de valor, isso em 109 distritos de todo o território nacional, uma acção que possibilitou auto-emprego a igual número de famílias”, disse Celso Correia.
O titular da pasta de Agricultura apontou para a subida do nível de uso da semente certificada de 2.700 para mais de 5.000 toneladas. Para além disso, o governante notificou a introdução de três novas linhas de crédito acessíveis, uma para os pequenos produtores, outra para os comerciantes e a última para a agro-indústria.
A falta de recursos financeiros é uma das razões por detrás do não funcionamento, até hoje, dos Gabinetes de Recuperação de Activos e de Gestão de Activos, entidades que foram criadas para apreender e recuperar os activos resultantes de actividades ilícitas no país. A informação foi avançada, hoje, pela ministra da Justiça, Helena Kida, em sede do parlamento.
A corrupção é um mal que lesa o Estado e os seus efeitos fazem-se sentir na vida do cidadão. No final ano passado, o parlamento moçambicano aprovou a Lei de Recuperação de Activos, dispositivo que estabelece os mecanismos de identificação, rastreio, apreensão, recuperação e gestão de activos pelo Estado, resultantes de actividade ilícita. Desde Novembro a esta parte, a implementação efectiva da lei está refém da criação dos Gabinetes de Recuperação de Activos e de Gestão de Activos.
“A implementação e funcionamento destes gabinetes não só impõem a regulamentação da Lei que estabelece o regime jurídico da Perda Alargada e Recupeção de Activos, como também, a revisão da Lei Orgânica do Ministério Público. A Procuradoria-Geral da República está a trabalhar, em coordenação com o Ministério da Economia e Finanças e Ministério da Administração Estatal e Função Pública sobre as propostas atinentes. Prosseguem outras acções, visando a adopção de um regulamento interno, que se ocupará, entre outras matérias, na definição do quadro de pessoal”, disse a governante
Acrescenta ainda que “Iniciou-se, também, em coordenação com o Governo, o processo de identificação de recursos financeiros necessários para a operacionalização dos gabinetes central de recuperação de activos e da administração de activos, alocação de equipamentos, meios informáticos, tecnológicos e recursos humanos que implicarão um reforço dos orçamentos dos sectores onde se encontram inseridos. Nesse sentido, também estão a ser realizadas várias acções de formação, com vista a capacitação dos técnicos que integrarão esses gabinetes”, esclareceu Kida que respondia, assim, a uma pergunta feita pela Bancada do Movimento Democrático de Moçambique.
A medida foi anunciada, no parlamento pelo Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural e surge como solução para o problema da falta de mercado, revelado semana passada pelos produtores de arroz do Regadio de Chókwè, apoiados pelo Projecto Sustenta.
Na semana passada, produtores de arroz apoiados pelo Projecto Sustenta, no Regadio do distrito de Chókwè, reclamaram da falta de mercado para a comercialização de toneladas daquele cereal. Trata-se, entre outros grupos, de mulheres da Associação Ahikhomeni Vavasati, que incrementaram a produção de arroz, nos 71 hectares que exploram, mas não tinham acesso ao mercado.
O problema já passou para o passado, segundo anunciou o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, na sessão de respostas às perguntas formuladas ao Governo pelos deputados da Assembleia da República. A solução encontrada passa pela aquisição de todos os excedentes de arroz, pela fábrica do processamento pertencente ao Complexo Agro-industrial do Chókwè, uma unidade fabril que estava inoperacional há mais de três anos.
“A fábrica de processamento de arroz CAIC (Complexo Agro-industrial do Chókwè ) voltou a operar, sendo que irá absorver toda a produção de arroz do distrito de Chókwè”, introduziu o titular da pasta da agricultura, detalhando que “está em curso ou iniciou a aquisição de toda esta produção, depois de uma negociação que levou alguns dias, devido ao preço do arroz e, neste momento, a CAIC está a comprar o arroz a 17,5 meticais à porta da machamba, contra os 14,5 meticais da campanha passada”.
Celso Correia falou ainda dos ganhos que o projecto SUSTENTA já trouxe, sete meses após o lançamento e apelou ao combate daquilo que chama de negativismo em relação à agricultura. “Temos que acreditar e valorizar as nossas conquistas”, defende o ministro, para quem “o negativismo que se tenta transmitir à prática da agricultura deve ser combatido. Como sabem, a nossa base produtiva familiar está envelhecida e o sucesso da agricultura passa, assim, pela adopção de políticas que vão muito além do que as sectoriais”.
A reactivação da fábrica que está a comprar excedentes de arroz em Chókwè completa a terceira cadeia de valor impulsionada pelo Sustenta, depois da inauguração de uma unidade de processamento de Banana, em Moamba, província de Maputo e a fábrica de processamento de Malema, na província de Nampula.
Deficientes visuais e cadeirantes têm dificuldades para se locomover dentro da cidade de Maputo devido aos obstáculos, como carros estacionados nos passeios e pavimento degradado. O Conselho Municipal de Maputo reconhece o problema e diz que a solução passa por criar mais locais de estacionamento de viaturas.
Com bengala, olhos incapazes de ver por onde andam, eles vasculham os obstáculos que lhes aparecem pelo caminho e não são poucos nos passeios da cidade de Maputo. Há muitos carros estacionados nos passeios, pavimento esburacado, pilaretes colocados sem obedecer às regras e fossas abertas nas ruas e avenidas da capital moçambique. É com isso que Lúcia Domingos, deficiente visual, desde à nascença lida todos os dias.
Mais do que cair por conta dos vários obstáculos, este grupo vê-se limitado para usufruir de alguns direitos seus por dificuldades na mobilidade.
“Quando nós nos movemos, vamos à busca de algum direito desde educação, saúde e outros serviços, mas se tivermos limitação de mobilidade por um determinado sítio para acedê-los (os serviços), desistimos ou da próxima vez não voltam”, observou Hélder Buque presidente da Associação dos Cegos e Amblíopes de Moçambique
A edilidade da capital do país reconhece que há dificuldades para a mobilidade de cegos e cadeirantes na cidade de Maputo e atira a culpa ao crescimento do parque automóvel na urbe.
“A cidade de Maputo tem, hoje (no sentido de actualmente), cerca de 450 mil viaturas e representa 50 por cento das viaturas que temos a nível nacional, o que sobrecarrega de muito a nossa cidade, em particular em termos de necessidade de estacionamento, esta é uma realidade”, apontou José Nicols, vereador dos Transportes e Mobilidade no Conselho Municipal de Maputo.
Depois de apontar o problema, o vereador indicou os caminhos que estão a ser seguidos para “livrar” os passeios das viaturas. “Já temos aprovados três projectos de silos automóveis, principalmente, para a baixa da cidade que é onde 50 mil viaturas vão todos os dias e a previsão é que as obras arranquem no segundo semestre deste ano e possam acomodar cerca de três mil viaturas”, avançou José Nicols.
Para já, sobre os que estacionam nos passeios e embaraçam a mobilidade dos cegos e cadeirantes, a edilidade diz que não pode sancionar, porque “entende haver escassez de espaços para estacionamentos”.
Além de criar mais espaços para o estacionamento de viaturas, José Nicols diz que o Conselho Municipal de Maputo vai retirar os pilaretes colocados sem obedecer às normas, obstruindo a passagem dos cegos e cadeirantes.
“A colocação dos pilaretes é colocada segundo a perspectiva dos munícipes e das empresas para evitar o estacionamento nos passeios e não obedecem às regras o que não permite a mobilidade de cadeirantes ou cegos. Em situações desse género, que o município não tenha detectado, recomendamos que os munícipes denunciem e alertem por forma a fazermos a correção”, referiu o vereador dos Transportes e Mobilidade no município de Maputo.
Um ataque bombista na cidade de Quetta, sudoeste do Paquistão, num hotel onde se encontrava hospedado o embaixador da China no país, fez pelo menos quatro mortos e 12 feridos, anunciaram as autoridades.
O ministro do Interior do Paquistão, Sheikh Rashid Ahmed, classificou o ataque na província do Baluchistão como “um acto de terrorismo”, confirmando que estava hospedada no hotel atacado uma delegação chinesa de cerca de quatro pessoas, chefiada pelo próprio embaixador.
“O embaixador (chinês) encontrava-se no exterior para uma reunião quando ocorreu a explosão”, disse o ministro, citado pela AFP.
De acordo com as autoridades, a bomba explodiu no parque de estacionamento do hotel de luxo Serena, na cidade de Quetta, a menos de uma centena de quilómetros da fronteira com o Afeganistão.
Azhar Ikram, um oficial da polícia de Quetta, adiantou que os explosivos estavam num dos veículos estacionados no parque, de acordo com informações preliminares.
O ataque não foi reivindicado imediatamente e a região tem sido palco de ataques semelhantes por diversos grupos armados radicais islâmicos.
Um dos grupos que se opõe ao Governo do Paquistão, o Exército de Libertação do Baluchistão (BLA), tem denunciado o aproveitamento dos recursos locais pelo Governo afegão e pela China.
De acordo com a AFP, o hotel de luxo – com vista para o porto de Gwadar, usado pela Marinha de Guerra chinesa – foi atacado em Maio de 2019, seis meses após um ataque ao consulado chinês em Karachi, a maior cidade do Paquistão.
Os rebeldes ameaçaram depor o filho do Presidente do Chade, que faleceu na terça-feira (20), depois de aquele ter assumido a liderança do país para o período de transição, até às próximas eleições.
No entanto, os rebeldes levantaram o espetro de uma luta de poder potencialmente violenta, de acordo com a agência de notícias britânica Associated Press.
A incerteza é grande sobre quão longe estão os rebeldes de N’Djamena e se os militares permaneceriam leais a Mahamat Idriss Déby, no rescaldo da morte do seu pai, após três décadas no poder.
O grupo rebelde que os militares culparam pela morte do Presidente Idriss Déby Itno, disse que as suas forças estavam “a dirigir-se para N’Djamena neste preciso momento”.
O “Chade não é uma monarquia”, disse, em comunicado, o grupo conhecido como Frente para a Mudança e a Concórdia no Chade. Por isso, “não pode haver uma sucessão dinástica de poder no país”.
A afirmação do grupo de que estava a avançar em direcção à capital não pôde ser confirmada por fontes independentes, mas gerou imediatamente o pânico em N’Djamena, cidade que outro grupo rebelde atacou em 2008.
Responsáveis do Conselho Militar de Transição, liderado pelo filho de Idriss Déby Itno, disseram que a luta ainda não tinha terminado pelo controlo do país.
A situação de segurança permanece muito grave dada a persistência e magnitude da ameaça terrorista”, afirmou o vice-presidente do Conselho, Djimadoum Tiraina, acrescentando que os militares devem agora “evitar que o país se afunde no caos e na anarquia”.
O porta-voz militar do Chade disse que o Presidente morreu durante uma visita às linhas da frente da batalha contra o grupo rebelde. Os rebeldes estavam baseados na vizinha Líbia até ao início deste mês, mas, segundo as autoridades, terão atravessado para o Chade no dia das eleições no país, 11 de Abril.
O Presidente Déby tinha sido reeleito para um sexto mandato, após ter enfrentado nas eleições uma oposição mínima, depois de vários opositores terem optado por não participar, prevendo que a votação fosse fraudulenta.
A Câmara de Deputados do Chile aprovou na terça-feira (20) o projeto de “morte digna e cuidados paliativos”, nome adoptado para a legalização da eutanásia no país.
O texto, que desde 2014 esperava pela avaliação do legislativo, recebeu 82 votos a favor, 58 contra e uma abstenção. Para se tornar lei, o projeto deve ser analisado pelo Senado, que ainda não determinou uma data para o debate.
Os distritos de Palma, Nangade e Mocímboa da Praia, no norte da província de Cabo Delgado, poderão ser afectados por um ciclone tropical moderado hoje.
A tempestade poderá ser caracterizada pela ocorrência de chuvas fortes, acompanhadas de trovoadas severas e ventos com rajadas fortes, segundo anunciou o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), em comunicado a que o Notícias Online acaba de ter acesso.
O fenómeno resulta da formação de uma depressão a norte do Madagáscar no dia 19 de Abril corrente, no Oceano Indico, e que evoluiu para tempestade tropical moderada denominada “Jobo”, sendo que as projecções actuais indicam que este sistema meteorológico ainda “tem fortes probabilidades para atingir o estágio de ciclone tropical hoje.
O INAM assegura estar a monitorar esse fenómeno “e mais uma vez, apela a população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes”.
A Índia bateu recorde de mortes e casos confirmados de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Segundo autoridades indianas, foram mais de dois mil óbitos e quase 300 mil infectados nas últimas 24 horas.
O país registrou o pior dia desde o início da pandemia. Com 1,3 bilhão de habitantes, a Índia sofre com uma nova variante, que fez aumentar os casos e mortes. Antes, o país havia registrado 273 mil casos em um dia.
O país confirmou 2.023 mortes e 295.158 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde indiano. Os números de hoje equivalem a 14% de todos os óbitos e 35% de todos os novos infectados registrados no mundo, de acordo com os dados do Our World in Data.
O governo se recusa a adotar um lockdown nacional, mesmo com hospitais lotados e a falta de leitos, de remédios e de oxigênio. E cemitérios e crematórios não conseguem atender à quantidade de mortos, que é superior aos números oficiais de vítimas do vírus.
“Os pacientes que usavam ventiladores no hospital em Nashik morreram”, confirmou o ministro da Saúde da região, Rajesh Tope, que culpou um vazamento no tanque de fornecimento de oxigênio pelas mortes.
“A demanda de oxigênio aumentou”, alertou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em um discurso transmitido pela televisão na noite de terça (20). “Estamos trabalhando com rapidez e sensibilidade para garantir oxigênio a todos que precisam. Todos estão trabalhando juntos”.
Foi o primeiro discurso de Modi desde a explosão da segunda onda de contágios no país. Ele tem se recusado a adotar um lockdown nacional e pediu à população um esforço maior para enfrentar o novo coronavírus.
Oficialmente, a Índia é o segundo país com mais casos confirmados de Covid-19 do mundo (15,6 milhões), atrás apenas dos EUA (31,7 milhões), e o quarto em número de mortes (182 mil), depois de EUA (568 mil), Brasil (378 mil) e México (213 mil).
Um professor da Escola Primária Completa Eduardo Mondlane, no distrito de Magude, província de Maputo, testou positivo para a Covid-19.
No entanto, a comunidade escolar está preocupada com a falta de desinfecção das instalações do estabelecimento de ensino.
Os funcionários que tiveram contacto com o colega infectado foram submetidos a exames. Enquanto os resultados não são conhecidos continuam a trabalhar.
Entretanto, temem que a falta de desinfecção propicie a propagação de infecção aos alunos, funcionários administrativos e nos professores.
O “Notícias” contactou o director da escola, Anselmo Cossa, que não quis dar entrevista, alegadamente por se tratar de um assunto delicado.
O Papa Francisco enviou uma mensagem à XXVI Cimeira Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, que decorre em Andorra, a apelar para a uma “vacinação extensiva” para acabar com a pandemia da Covid-19.
“Reconhecendo os esforços na busca por uma vacina eficaz para a Covid-19 em tão pouco tempo, desejo reiterar que a imunização extensiva deve ser considerada um “bem comum universal”, noção que requer ações concretas que inspirem todo o processo de pesquisa, produção e distribuição de vacinas”, disse.
Francisco enviou esta mensagem numa carta lida pela secretária-geral ibero-americana, Rebeca Grynspan, durante seu discurso no plenário da cimeira, que se realiza no Principado de Andorra.
O Papa considerou serem “particularmente bem-vindas as iniciativas que procurem criar novas formas de solidariedade a nível internacional, com mecanismos que visem garantir uma distribuição equitativa das vacinas, não com base em critérios puramente económicos, mas tendo em conta as necessidades de todos, especialmente dos mais vulneráveis e necessitados”.
Na sua opinião “nada disso será possível sem uma forte vontade política que tenha coragem de decidir mudar as coisas, principalmente as prioridades, para que não sejam os pobres que paguem o maior custo desses dramas”.
Em várias ocasiões tenho assinalado que temos que sair “melhor” desta pandemia, já que a crise atual é uma ocasião propícia para repensar a relação entre a pessoa e a economia que ajuda a superar o curto-circuito “da morte que vive em todos os lugares e em todos os momentos”, frisou.
O pontífice saudou os chefes de estado e de Governo que participaram na cimeira “num contexto particularmente difícil” devido ao impacto da pandemia, “que exigiu enormes sacrifícios de cada nação e exortou a comunidade internacional a se comprometer, unida, com um espírito de responsabilidade e fraternidade, para enfrentar os muitos desafios atuais e futuros”.
A Cimeira Ibero-Americana deveria ter sido realizada em novembro, mas devido à pandemia teve que ser adiada. Após algumas baixas de última hora, vão intervir os líderes de 16 dos 22 países da região, entre os quais Portugal.
Rebeca Grynspan citou um pedido final de Francisco, que exigia dos políticos “coragem para decidir mudar as coisas” e “reformar a ‘arquitetura’ internacional da dívida”.
Na carta divulgada minutos depois pelo Vaticano, o Papa também garante que “renegociar a dívida” dos mais necessitados “ajudará os povos a se desenvolverem, a terem acesso a vacinas, saúde, educação e emprego”.
“Devemos unir forças para criar um novo horizonte de expectativas onde o benefício económico não seja o objetivo principal, mas sim a proteção da vida humana. Nesse sentido, é urgente pensar em um modelo de recuperação capaz de gerar soluções novas, mais inclusivas e sustentáveis, voltadas para o bem comum universal, cumprindo a promessa de Deus para todos os homens”, defendeu.
O Papa lembrou ainda “os milhões de vítimas e pacientes” de uma emergência que “não fez distinções e atingiu a todos”, o impacto nas crianças e nos jovens e o árduo trabalho dos profissionais de saúde, louvando ” os esforços na busca de uma vacina eficaz para Covid-19.
A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 3.046.134 mortos no mundo, resultantes de mais de 142,8 milhões de casos de infeção, de acordo com um balanço feito pela agência francesa AFP.
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