Um sismo de magnitude 6 atingiu hoje o estado de Assam, no nordeste da Índia, não havendo registo de feridos nem danos materiais.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o sismo, registado às 02:21 (hora de Lisboa), produziu-se a uma profundidade de 29 quilómetros, com o epicentro a norte da cidade de Dhekiajuli, perto da fronteira com o Butão.
O terramoto foi sentido pelos habitantes da capital daquele estado, Guwahati, 150 quilómetros a sul, com vários edifícios a apresentar fissuras.
A Casa Branca anunciou hoje o início de uma operação contra o tráfico de imigrantes na fronteira entre os Estados Unidos e o México, como parte da estratégia delineada para combater a imigração ilegal.
O anúncio foi feito pelo Secretário de Segurança Nacional, Alejandro Nicholas Mayorkas, sem detalhar os moldes em que vai decorrer a “Operação Sentinela”, limitando-se a referir que tem como propósito “desmantelar as organizações criminosas transnacionais que introduzem clandestinamente os migrantes” nos Estados Unidos da América (EUA).
O governante acrescentou que vai haver “ações específicas” para os traficantes, como, por exemplo, a pena de prisão, a revogação da documentação e a congelamento de contas bancárias que tenha nos EUA.
O Gabinete Aduaneiro e de Proteção Fronteiriça, o Serviço de Controlo de Imigração e Aduaneiro, o Gabinete de Investigações de Segurança Nacional, o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos da América e a Administração para o Controlo de Drogas estão envolvidos na operação.
Alejandro Mayorkas antecipou que as medidas colocadas em práticas nas próximas semanas “melhorarão a fronteira dos Estados Unidos e ajudarão a salvar a vida dos migrantes vulneráveis”.
Já o diretor interino do Gabinete Aduaneiro e de Proteção Fronteiriça, Troy Miller, detalhou que só este ano fiscal aquela agência federal “resgatou” 4.766 imigrantes na fronteira com o México, face ao 5.232 registados no ano fiscal de 2020.
Violações, abandono de crianças e maus-tratos são algumas das denúncias imputadas às organizações responsáveis pelo tráfico humano.
A Índia ultrapassou hoje os 200 mil mortos desde o início da pandemia da covid-19, com 3.293 óbitos nas últimas 24 horas, além de ter registado um novo máximo de infeções, com 360.960 casos.
O número diário de mortes causadas pela covid-19 e de casos da doença é o maior de sempre naquele país, que se debate com falta de oxigénio e de recursos para combater a segunda vaga da pandemia.
Com uma população de 1,3 mil milhões de habitantes, a Índia está a braços com um surto devastador. Só em abril, o país registou quase seis milhões de novos casos.
A explosão do número de casos, atribuída a uma variante do vírus detetada na Índia e a comícios eleitorais e festivais religiosos em grande escala, sobrecarregou os hospitais, onde faltam camas, medicamentos e oxigénio.
A crise é particularmente grave na capital, Nova Deli, com pessoas a morrer às portas de hospitais apinhados.
No entanto, muitos estados queixam-se de não terem vacinas suficientes, com peritos a pedirem ao Governo que dê prioridade aos grupos vulneráveis e às áreas mais afetadas.
A variante de covid-19 detetada na Índia, a braços com um surto devastador, já foi identificada em pelo menos 17 países, anunciou a Organização Mundial de Saúde (OMS), que teme que possa ser mais contagiosa.
A estirpe B.1.617 foi detetada em mais de 1.200 sequências de genoma em “pelo menos 17 países”, anunciou a OMS na noite de terça-feira (27).
A maioria das amostras “vem da Índia, Reino Unido, Estados Unidos e Singapura”, disse a OMS no relatório semanal sobre a pandemia.
Nos últimos dias, a variante também foi encontrada em vários países europeus, incluindo Bélgica, Suíça, Grécia e Itália.
Portugal detetou seis casos daquela variante na última semana, todos “associados a Lisboa e Vale do Tejo”, anunciou na terça-feira o investigador João Paulo Gomes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).
Esta variante, detetada em outubro, no oeste da Índia, é qualificada como um “mutante duplo”, por ser constituída por duas mutações do vírus SARS-CoV-2.
A primeira, a E484Q, é parecida com a que já tinha sido observada nas variantes detetadas na África do Sul e no Brasil (E484K), suspeita de causar menor eficácia da vacinação e maior risco de reinfeção.
A segunda, a L452R, também está presente numa variante encontrada na Califórnia, nos Estados Unidos, e pode causar aumento da transmissão da infeção.
Esta é a primeira vez que estas características foram encontradas juntas numa variante com difusão significativa, levantando preocupações de que a nova estirpe seja “mais resistente” às atuais vacinas contra a covid-19, desenvolvidas para reconhecer a proteína ‘spike’ presente nas outras variantes do novo coronavírus, e mais contagiosa.
“A B.1.617 tem uma taxa de crescimento mais elevada do que outras variantes que circulam na Índia, sugerindo uma maior contagiosidade”, acrescentou a OMS, que, no entanto, continua a considerá-la uma “variante de interesse” e não de “preocupação”.
A maior transmissibilidade da nova estirpe poderá explicar a explosão do número de infetados na Índia, a braços com uma segunda vaga que está a provocar o colapso dos serviços de saúde.
Uma carta com balas enviada à presidente da região de Madrid, de direita, foi intercetada pelo serviço de correios, anunciou na terça-feira (27) o governo espanhol, após ameaças semelhantes terem sido dirigidas a responsáveis políticos de esquerda.
Os correios também detetaram em Vallecas, bairro do sul de Madrid, uma outra “carta destinada à direção-geral da Guarda Civil e que continha quatro projéteis”, adiantou.
A polícia “investiga os casos” que foram “firmemente condenados” pelo governo.
No passado fim de semana, o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, o líder do partido Podemos (esquerda radical) Pablo Iglésias e a chefe da Guarda Civil, Maria Gamez, receberam cartas com ameaças de morte e balas de uma espingarda utilizada pelo exército espanhol entre os anos 1960 e 1980.
Isabel Ayuso denunciou então a utilização política que, segundo ela, a esquerda fez dessas ameaças e falou de “circo”.
A ministra do Turismo do governo de Pedro Sanchez, Reyes Maroto, também recebeu na segunda-feira um envelope com uma “faca ensanguentada”, mas, segundo a comunicação social espanhola, uma pessoa com doença mental foi identificada como o remetente.
As cartas com ameaças inflamaram a campanha das eleições regionais, nas quais a esquerda, atrás nas sondagens, colocou a luta contra a extrema-direita no centro do escrutínio.
Na sexta-feira, Pablo Iglésias abandonou um debate na rádio quando a candidata do partido de extrema-direita Vox, Rocio Monasterio, levantou dúvidas sobre a autenticidade das ameaças.
Na terça-feira, os socialistas apelaram à formação de um “cordão sanitário” para impedir o Vox de entrar no governo da região, mas, de acordo com as sondagens, Isabel Ayuso poderá necessitar do apoio da ultra-direita para governar.
O cidadão de nacionalidade senegalesa terá efetuado uma ameaça falsa de bomba, o que levou à sua detenção, mas as autoridades adiantam que não encontraram qualquer explosivo.
A Polícia Nacional (PN) de Cabo Verde anunciou esta sexta-feira a detenção de um senegalês que fez uma ameaça falsa de bomba no aeroporto da Praia e garantiu que não encontrou qualquer explosivo e que o local está seguro.
Em comunicado, a Polícia Nacional adiantou que durante os procedimentos do voo da Air Senegal, com destino a Dacar, deteve um cidadão de nacionalidade senegalesa que terá efetuado uma ameaça falsa de bomba.
“De referenciar que o cidadão em causa teria passado por todos os procedimentos de segurança de despiste de material perigoso e explosivos, que não teria sido detetado nenhum artefacto ou elemento que causasse suspeitas”, avançou a polícia cabo-verdiana.
O homem “também já teria passado pelo controlo de fronteira e depois de já estar na sala de embarque, no momento que iria sair da mesma para ir ao avião teria declarado em voz alta que teria uma bomba”, especificou a PN.
A força policial informou que atuou de imediato, aplicando todos os procedimentos de segurança para o efeito, analisando o indivíduo, bem como todas as bagagens e pertences, através de uma equipa anti-explosivos (RNBQ) devidamente equipada e treinada para o efeito.
“Não se constatou a existência de nenhum artefacto ou elemento explosivo, nem no detido, nem nos seus pertences e nem nas instalações do aeroporto”, esclareceu a PN, informando que o cidadão foi detido e será presente às autoridades judiciarias competentes para os efeitos processuais.
A polícia cabo-verdiana garantiu ainda que o Aeroporto da Praia Nelson Mandela “está seguro”, detém equipas especializadas e equipamentos especializados para o efeito e que depois de todos os procedimentos securitários e preventivos, encontra-se na normalidade e a operar voos dentro dos parâmetros normais.
O alarme falso foi dado por volta das 11h00 locais e originou um enorme aparato policial e aglomeração de pessoas no aeroporto que durou mais de três horas até a situação começar a ficar normalizada, sendo que antes o aeroporto foi evacuado e os passageiros não poderiam recolher as suas bagagens.
No local, passageiros e visitantes contactados pela agência Lusa reclamaram da falta de informações sobre o que terá acontecido. Por volta das 14h30 locais tanto os passageiros como os visitantes e funcionários começavam a entrar no aeroporto e as bagagens começaram também a ser distribuídas.
O Governo do Burkina Faso atribuiu a “terroristas” o ataque de segunda-feira, no leste do país, a uma patrulha de vigia da caça ilegal, na sequência do qual foram mortos dois jornalistas espanhóis e um outro irlandês foi raptado.
“Por enquanto, a identidade dos raptores não foi claramente estabelecida”, disse Ousséni Tamboura, o ministro das Comunicações e porta-voz do executivo, salientando que “o balanço humano do incidente é de três feridos e quatro desaparecidos, incluindo os três expatriados” e um cidadão do Burkina Faso.
“No entanto, as imagens dos corpos sem vida de três expatriados, ainda não formalmente identificados, estão a circular nas redes sociais”, referiu o ministro em comunicado.
A ministra dos Negócios Estrangeiros espanhola anunciou hoje que os dois jornalistas espanhóis que eram dados como desaparecidos após o ataque na segunda-feira foram assassinados.
Arancha Gonzalez Laya explicou, em conferência de imprensa, após o Conselho de Ministros, que embora a informação ainda seja “confusa”, tudo indica que dois dos corpos encontrados no local do ataque correspondem aos dos dois jornalistas espanhóis que, juntamente com um repórter irlandês, estavam a fazer um documentário sobre a caça furtiva ilegal na região.
O Governo irlandês, por seu lado, disse que está “consciente dos relatórios e em estreita ligação com os parceiros internacionais relativamente à situação no terreno”.
Numa mensagem áudio enviada à Associated Press, uma voz diz ser do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, ligado à Al-Qaeda, elogiou o ataque, reivindicando a responsabilidade pelo mesmo. “Matámos três pessoas brancas”. “Também temos dois veículos com armas, e 12 motocicletas”, ouve-se na gravação.
O incidente ocorreu na área de Pama, onde homens armados lançaram uma emboscada contra uma patrulha de forças do Burkina Faso de vigia à caça ilegal, de cerca de 40 homens, que os dois jornalistas espanhóis e um irlandês acompanhavam.
Laya indicou que esta é uma área perigosa, onde grupos terroristas, caçadores furtivos e bandidos, bem como redes ‘jihadistas’, estão ativos.
O Presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, já lamentou o assassínio dos jornalistas David Beriain e Roberto Fraile e manifestou o seu “reconhecimento àqueles que, como eles, realizam diariamente um jornalismo corajoso e essencial, a partir de zonas de conflito”.
A Federação de Associações de Jornalistas Espanhóis (FAPE) e a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) já lamentaram as mortes.
Os dois jornalistas espanhóis e um irlandês foram raptados, na segunda-feira, na sequência daquele ataque no Burkina Faso, disseram hoje de manhã fontes do exército daquele país africano.
“Três jornalistas, incluindo dois espanhóis e um irlandês, foram raptados. Os raptores conseguiram levar equipamento militar. Estão em curso operações de busca”, afirmou uma fonte militar, que solicitou o anonimato, em declarações à agência de notícias espanhola Efe.
Vários sequestros de estrangeiros têm ocorrido nos últimos anos no Burkina Faso, que tem enfrentado ataques ‘jihadistas’ cada vez mais frequentes, desde 2015, que provocaram mais de 1.200 mortos e mais de um milhão de deslocados.
Inicialmente concentradas no norte do país, junto à fronteira com o Mali, as ações atribuídas aos grupos’ jihadistas’, incluindo ao Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, filiado na Al-Qaida, e o Estado Islâmico no Grande Saara, visaram depois a capital e outras regiões, incluindo o leste e o noroeste.
O médico de Goa Oscar Rebello alertou que a situação da covid-19 naquele estado indiano “é terrível”, com camas a faltar nos hospitais, por causa do “dilúvio de doentes” nesta segunda vaga da pandemia.
“Em Setembro, na primeira vaga, os casos aumentavam mais devagar, mas desta vez é um completo dilúvio”, disse à Lusa o médico do Hospital Healthway, em Goa Velha, em Pangim, capital daquele estado indiano.
O médico trata doentes com covid-19 há mais de um ano, e garante que a situação atual é a pior desde o início da pandemia.
“É terrível, é um desastre”, disse à Lusa. “Antes, tínhamos tempo para assistir os doentes, organizar o oxigénio e o remdesivir [anti-viral para tratar a doença], mas desta vez é um dilúvio, uma trovoada”, lamentou.
Apesar de “para já” não faltar oxigénio em Goa, como acontece noutros estados indianos, a afluência de doentes aos hospitais, “públicos e privados”, excede largamente as camas disponíveis, segundo o médico.
“Os doentes estão como sardinhas”, contou à Lusa. “Há gente em macas e cadeiras porque não têm cama”, denunciou.
“É horrível, não podemos manejar. Estamos completamente cansados, deprimidos, esgotados”, admitiu.
O médico, nascido em 1952, disse estar particularmente chocado com a letalidade da doença entre os jovens.
“Desta vez, jovens de 30, 35 anos, que não têm nada – não há diabetes, não fumam – estão a morrer. É uma tragédia enorme”, lamentou.
O desespero dos doentes e famílias está a levar muitos a recorrer às redes sociais, noticiou na segunda-feira o jornal local Herald, e há mesmo quem peça ajuda à Igreja, num estado onde cerca de um quarto da população é católica, disse à Lusa o padre Noel da Costa.
“Nós também recebemos chamadas e dizemos às pessoas que têm de contactar um médico, mas eles respondem: ‘Padre, todos os hospitais estão cheios, não há vagas, o que podemos fazer?'”, contou à Lusa o prelado.
“Estão tão desesperados que ligam a toda a gente para ver se conseguem ajuda de alguém”, explicou.
A Igreja tem apelado às pessoas “para ficarem em casa, porque a situação é muito má”, disse o padre.
“Não há vagas nos hospitais, as pessoas estão a morrer em Goa, milhares estão a ser infectados”, lamentou. “Nós também nos sentimos impotentes”, admitiu.
Na semana passada, o presidente da Conferência Episcopal Católica da Índia pediu aos bispos para realizarem um dia de oração a 07 de Maio, “procurando intervenção divina para salvar o país da pandemia”, segundo a agência católica Union of Catholic Asian News.
Em Goa, a maioria das igrejas “estão fechadas”, com os serviços religiosos a serem transmitidos pelas redes sociais, mas isso não vai impedir a iniciativa, disse o padre Noel da Costa.
“Estamos a usar as redes sociais para avisar cada família, individualmente, através do Whatsaap, para rezarem”, contou.
Goa, que faz fronteira com dois dos estados mais afetados do país, Maharashtra e Karnataka, registou na segunda-feira um novo recorde de casos desde o início da pandemia, com 2.321 novas infeções, além de 38 mortes provocadas pela doença.
A situação já levou o ministro da Saúde daquele estado, Rane Vishwajit, a pedir medidas mais drásticas ao Governo.
“Chegou a altura de Goa ter um confinamento completo pelo menos durante um mês, não podemos dar-nos ao luxo de perder mais vidas”, escreveu o ministro na segunda-feira, na rede social Twitter, adiantando que apelaria ao chefe do Governo, Pramod Sawant, para decretar a medida.
O responsável do executivo recusou no entanto o confinamento, segundo os jornais locais, mas para o médico Oscar Rebello, é urgente impor restrições para “quebrar a cadeia de transmissão”.
“Esses casamentos, festivais religiosos, casinos… Com certeza que o vírus se vai espalhar. Por isso, sim, sou a favor de um ‘lockdown’ [confinamento] parcial, pelo menos durante 15 dias”, afirmou.
Com 1,5 milhões de habitantes, Goa tem “alta positividade neste momento”, disse à Lusa o professor de Física e Biologia Gautam Menon, que trabalha em modelos matemáticos de previsão da doença para vários Governos de estados indianos.
Para o professor da Universidade Ashoka, “é provável” que o surto em Goa esteja relacionado com a presença da variante indiana, predominante no estado vizinho de Maharashtra, um dos mais afetados.
Com uma população de 1,3 mil milhões de habitantes, a Índia está a braços com um surto devastador, com recordes de mortes e contágios durante cinco dias consecutivos, o que já levou vários países a oferecerem ajuda ao gigante asiático.
A segunda vaga atingiu o país após uma redução drástica das infeções durante vários meses, o que levou muitos a especular sobre a possível imunidade da população à doença.
“Na vida, a gente paga sempre a arrogância”, apontou Oscar Rebello. “Nunca se devia ser arrogante em relação ao vírus, é preciso continuar humilde”, defendeu o médico.
O general Mahamat Idriss Déby, líder da junta militar no Chade desde a morte do pai, o presidente Idriss Déby Itno, prometeu um “diálogo nacional inclusivo” durante o período de transição de 18 meses.
Num discurso transmitido pela televisão nacional, o filho do antigo presidente do Chade disse que o país honrará todos os compromissos internacionais assumidos e que vai continuar a combater o terrorismo.
“O Chade continuará a manter a sua posição e a assumir as suas responsabilidades na luta contra o terrorismo e respeitará todos os seus compromissos internacionais”, disse o general, citado pela agência francesa de notícias, a France-Presse.
A declaração do líder da junta militar surge no mesmo dia em que os chefes de Estado da França e da República Democrática do Congo, Emmanuel Macron e Félix Tshisekedi, condenaram, em Paris, a repressão no Chade e apelaram para o regresso à ordem democrática.
O filho de Idriss Déby, 37 anos, tomou o poder como chefe do Conselho Militar de Transição (CMT), em 20 de Abril, um dia depois de o pai ter sido morto, segundo o exército, em combate com os rebeldes no norte do país.
O CMT revogou a Constituição e dissolveu o Governo e a Assembleia Nacional. O general Mahamat Idriss Déby prometeu “eleições livres e democráticas” em 18 meses, mas assumiu o título de Presidente da República e chefe supremo das Forças Armadas.
O Governo acaba de nomear o secretário de Estado de Cabo Delgado, Armindo Ngunga, para o cargo de presidente de Conselho de Administração da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN).
O Conselho de Ministros justifica a nomeação de Ngunga, que substitui no cargo a Armando Panguene, exonerado, surge da necessidade de reestruturar a ADIN com vista a responder melhor aos desafios da actual conjuntura sócio-económica da região norte do país.
Durante 14ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, havida hoje, foi exonerado ainda Francisco da Conceição Pereira, presidente do Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclone Idai e Kenneth (GREPOC), sendo substituído por Luís Paulo Mandlate.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve uma mulher tanzaniana suspeita de liderar uma rede de garimpeiros ilegais que opera na área de concessão da Montepuez Ruby Mining (MRM), anunciou a mineradora na terça-feira (27).
“A indiciada é apontada como uma das principais líderes da rede de garimpeiros ilegais em Montepuez e, igualmente, peça-chave no comércio ilegal de rubis”, referiu a MRM em nota enviada à comunicação social.
De acordo com a empresa, que explora rubis em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, a tanzaniana foi detida na quinta-feira em Montepuez, onde residia, após investigações do SERNIC sobre a morte de dois garimpeiros ilegais no início do mês, na sequência do desabamento de uma mina.
“A cidadã tanzaniana é acusada de chefiar o grupo do qual faziam parte os dois garimpeiros ilegais que perderam a vida”, acrescentou a mineradora.
A empresa tem vindo a alertar para as consequências do garimpo ilegal na região, denunciando o que classifica de “escravatura moderna” a que muitos jovens são sujeitos, a mando de traficantes de pedras preciosas no mercado internacional, nas jazidas dentro da concessão da empresa.
Segundo os últimos dados da MRM, pelo menos 25 pessoas morreram devido a mineração ilegal em 2020 na sua área de concessão, na maioria homens, de outros países ou de aldeias distantes.
A MRM possui 34 mil hectares de concessão para exploração de rubis em Cabo Delgado e apresenta-se como a principal investidora na extração de rubis em Moçambique, sendo detida em 75% pela Gemfields e em 25% pela moçambicana Mwiriti Limitada.
Os norte-americanos vacinados contra a Covid-19 não precisam de usar máscaras ao ar livre, excepto quando estão integrados numa multidão, disseram as autoridades sanitárias dos Estados Unidos.
Se estiver totalmente vacinado e quiser participar num pequeno encontro com pessoas vacinadas e não vacinadas, os dados científicos mostram que pode fazer isso com segurança, sem máscara”, afirmou Rochelle Walensky, diretor do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), principal agência federal de saúde pública.
A nova orientação representa outra etapa cuidadosamente calibrada no caminho de volta ao normal desde a pandemia de covid-19 que matou mais 57 p0 mil pessoas nos Estados Unidos.
“Por outro lado, continuamos a recomendar o uso de máscara durante atividades e em locais movimentados, como estádios lotados ou concertos”, acrescentou a responsável durante uma conferência de imprensa.
A mudança acontece num momento em que mais de metade dos adultos norte-americanos já recebeu pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 e mais de um terço foi totalmente imunizado.
“É o regresso da liberdade”, afirmou Mike Saag, especialista em doenças infecciosas da Universidade do Alabama, em Birmingham, que saudou a mudança.
“É o regresso à possibilidade de fazer actividades normais novamente. Ainda não estamos lá, mas estamos na rampa de saída e isso é uma coisa bonita”, apontou.
Mais pessoas precisam de ser vacinadas e continuam as preocupações sobre as variantes e outras possíveis mudanças na epidemia.
Porém, Saag disse que a nova orientação é uma recompensa sensata após o desenvolvimento e distribuição de vacinas eficazes e da participação voluntária de 140 milhões de norte-americanos para serem inoculados.
O CDC, que foi cauteloso nas suas orientações durante a crise sanitária, essencialmente apoiou aquilo que muitos norte-americanos já fizeram nas últimas semanas.
De acordo com o CDC, totalmente vacinadas ou não, as pessoas não precisam de usar máscaras ao ar livre quando caminham, andam de bicicleta ou correm sozinhas ou com membros da sua família.
Além disso, podem também ir sem máscara a pequenas reuniões no exterior com pessoas totalmente vacinadas.
A partir daí, o CDC tem orientações diferentes para pessoas que estão totalmente vacinadas e as que não estão.
Pessoas não vacinadas – definidas pelo CDC como aquelas que ainda não receberam as duas doses da vacina Pfizer-BioNTech ou Moderna ou a fórmula única da Johnson & Johnson – devem usar máscaras em reuniões ao ar livre que incluam outras pessoas não vacinadas e também em restaurantes ao ar livre.
Pessoas totalmente vacinadas não precisam de esconder o rosto nessas situações, segundo aquela agência.
No entanto, todos devem continuar a usar máscaras em eventos ao ar livre lotados, como eventos desportivos ou concertos.
A agência continua a recomendar máscaras em locais públicos fechados, como cabeleireiros, restaurantes, centros comerciais, museus e cinemas.
Babak Javid, médico cientista da Universidade da Califórnia, em São Francisco, disse que as novas orientações são sensatas.
“Na grande maioria dos cenários exteriores, o risco de transmissão é baixo”, referiu Javid.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.122.150 mortos no mundo, resultantes de mais de 147,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Mais 1.500 pessoas venceram, nas últimas 24 horas, a pandemia da Covid-19. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, cinco pessoas morreram por complicações da doença.
No total são cerca de 64. 448 pessoas livres do novo Coronavírus, no país, desde a eclosão da pandemia.
Os pacientes, que perderam a vida, são três homens e duas mulheres, todos de nacionalidade moçambicana, com idades compreendidas entre 37 e 73 anos.
As mortes, de acordo com o Ministério da Saúde, foram declaradas nos dias 26 e 27 de Abril corrente e elevam o total para 814.
Dados da Saúde indicam que mais 47 pessoas testaram positivo à Covid-19, no período em análise. Trata-se de 46 moçambicanos e um estrangeiro.
A região metropolitana do Grande Maputo registou a maioria dos novos casos (35), o que corresponde a 74.5% do total, seguida da província de Sofala com cinco novos casos, o correspondente a 10.6%.
O total de casos já registados em todo o país sobe para 69.762, dos quais 69.446 de transmissão local e 316 importados.
Mais oito indivíduos foram internados e igual número teve alta hospitalar, mantendo 37 doentes ainda sob cuidados médicos nos diferentes hospitais nacionais.
A mulher considerada a mais rica da África está sendo acusada, pelo governo de Angola, de causar um prejuízo de US$ 5 bilhões para a economia do país. Isabel dos Santos é filha de o ex-presidente José Eduardo dos Santos, que governou o país por 38 anos e também carrega o título de ter comprometido em pelo menos US$ 24 bilhões as contas públicas angolanas.
Dois anos após ter sido demitida do cargo de presidente da Sonangol, uma petroleira estatal, Isabel teve os bens congelados pelo governo. Desde então, a filha do ex-presidente só pode efetuar qualquer transação bancária com autorização da Justiça, visto que o governo angolano considera que ela tenha movimentado as contas bancárias de maneira ilícita.
Segundo o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, Isabel teria, também, lucrado a partir de acordos ilegais com o Estado de Angola.
Antes de todo o processo envolvendo o nome dela, sua riqueza era avaliada em, pelo menos, US$ 2,4 bilhões, além de controlar vários negócios, como supermercados, a Unitel, maior empresa de telefonia do país, e a companhia de energia Galp. Seus bens foram congelados.
O julgamento de Isabel ainda não ocorreu. Até o momento, a empresária nega qualquer envolvimento com actividades irregulares. De acordo com a Bloomberg, o país utilizará de viés diplomático e judicial para comprovar as alegações.
A World Vision-Moçambique (WV-Moç) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Contabilista para um Projecto de promoção da Igualdade e Equidade do Género. Saiba mais.
A EA – Private Employment Agency pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Operações de OGC – Óleos, Gases e Químicos. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Sénior de Avaliação de Programa. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Género e Inclusão Social. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem (MEL). Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director de Programa. Saiba mais.
A Esposa do Presidente da Republica, Isaura Ferrão Nyusi, participa hoje (27), na Reunião Virtual da Associação das Primeiras Damas e da 8ª edição da “Merck Foundation Africa Asia Luminary”.
Um comunicado de imprensa emitido pela Presidencial da República, indica que o encontro conta com a participação de 19 primeiras damas africanas, como convidadas de honra, e um painel de alto nível do Comité de Iniciativa das Primeiras Damas da Fundação Merck.
A refere que consta da agenda discutir questões de saúde e sociais com o objectivo de colher contribuições para o Desenvolvimento Social e Económico em África.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, participa hoje (27), no Gabinete da Presidência da República, na Conferência dos Chefes de Estado e de Governo do Fórum dos Países de Língua Oficial Portuguesa (FORPALOP).
Os governantes vão abordar o projecto de elaboração da história sobre a Luta de Libertação dos PALOP, apreciar e aprovar a adesão da República da Guiné Equatorial como Estado membro, e da República Democrática de Timor-Leste como Estado membro Observador.
Na mesma Sessão, os Chefes de Estado e de Governo vão adoptar uma Declaração Final onde estarão reflectidos os resultados da Reunião, refere. No evento, o Presidente Nyusi far-se-á acompanhar pelas Ministras dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo Ndlovu; da Cultura e Turismo, Eldevina Materula; quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.
Projetos das Organizações Não-Governamentais para o Desenvolvimento HELPO e OIKOS vão ser implementados em Moçambique.
Portugal ativou o Instrumento de Resposta Rápida para Ações de Emergência (IRR), coordenado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., “disponibilizando 250 mil euros para a operacionalização de intervenções de [Organizações Não-Governamentais para o Desenvolvimento] ONGD” na província de Cabo Delgado, em Moçambique. A decisão foi tomada “face ao agravamento da situação humanitária” na região”.
Em nota do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, enviada esta terça-feira às redações, é explicado que, “no âmbito deste instrumento”, foram “apresentados cinco projetos, por cinco ONGD nacionais, tendo sido selecionados os projetos das Organizações HELPO e OIKOS”.
A HELPO “tem por principal objetivo aumentar a segurança alimentar das famílias deslocadas com grávidas e crianças a cargo, no bairro de Mahate (na cidade de Pemba), através da distribuição de mais de dois mil kits de sobrevivência e de rastreios nutricionais a mulheres grávidas e lactantes, crianças e jovens”.
Neste projeto vão ser apoiadas 7.116 crianças das escolas primárias, 78 mulheres grávidas e 461 famílias de acolhimento do bairro de Mahate, avança o comunicado.
Já a OIKOS “visa garantir o acesso das pessoas deslocadas pelo conflito, em Palma, a bens essenciais de primeira necessidade, para a retoma das rotinas de higiene e preparação de alimentos, nas famílias de acolhimento e nos centros de acolhimento temporário instalados no distrito de Montepuez”.
Aqui serão abrangidas, de forma direta, 1.800 famílias deslocadas – em particular famílias vulneráveis chefiadas por mulheres, idosos, órfãos e crianças -, e 1.350 famílias de acolhimento de pessoas deslocadas também em situação de vulnerabilidade.
Recorde-se que grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.500 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e 714 mil deslocados, de acordo com o Governo moçambicano.
Uma das principais fações rebeldes Karen de Myanmar contra a Junta Militar no poder no país desde o golpe de Estado tomou hoje uma base do Exército aumentando os receios de um novo ciclo de violência.
As tensões entre os militares e vários grupos étnicos do país intensificaram-se após o golpe de Estado do passado dia 01 de fevereiro.
No final do mês de março, a KNU atacou uma outra base militar abatendo 10 soldados.
A Junta Militar respondeu com bombardeamentos aéreos contra as bases dos grupos armados na região Karen provocando pelo menos 24 mil deslocados internos.
Após a independência da antiga Birmânia, em 1948, numerosas fações étnicas estão em conflito com os governos centrais para conseguirem mais autonomia, acesso às riquezas naturais ou controlo sob o tráfico de estupefacientes.
Por outro lado, o autodenominado Governo de Unidade Nacional de Myanmar, formado por representantes que se opõem à Junta Militar acusou hoje o Exército de contrariar os compromissos que tinha estabelecido ao instigar atos de violência contra civis e “provocar” manifestantes pacíficos.
Mahn Winn Khaing Thann, primeiro-ministro do governo sombra afirmou através de um comunicado que no sábado o general golpista Min Aung Hlaing comprometeu-se perante os líderes da Associação dos Países do Sudeste Asiático (ASEAN), reunidos em Jacarta, a terminar a violência contra civis.
A denúncia de Thann é acompanhada pela organização não-governamental Human Rights Fundation of Monland que indicou que pelo menos uma manifestante foi morta segunda-feira pelos disparos das forças de segurança e que várias pessoas foram presas na localidade de Nyaungshwe, no Estado de Shan.
Apesar de ter considerado as sugestões dos países da ASEAN, a Junta Militar diz agora que as prioridades dos militares “são a manutenção da lei e da ordem e o restabelecimento da paz e a tranquilidade entre a comunidade”.
Entretanto, grupos de direitos humanos exigem a libertação imediata de mais de três mil pessoas que se encontram presas desde o golpe militar.
Mais de 1.300 prisioneiros foram libertados ontem (26) no Burundi, no primeiro dia da aplicação de um perdão presidencial que visa desimpedir prisões sobrelotadas, segundo várias fontes.
Mais de 5.000 detidos perto de 40% dos prisioneiros do país beneficiam da medida, dos quais 3.000 serão libertados imediatamente. Os outros, cuja pena foi diminuída para metade, sairão em liberdade nas próximas semanas.
Previstas para início de março, as libertações foram adiadas devido a “erros” nas listas dos beneficiários.
Ontem, 972 detidos deixaram a prisão central de Mpimba em Bujumbura, a maior do país, numa cerimónia presidida pelo chefe de Estado do Burundi, o general Evariste Ndayishimiye, na presença de ministros, deputados e embaixadores ocidentais, segundo fontes administrativas e uma organização não governamental.
Outros 331 foram libertados simultaneamente da prisão de Gitega (centro), de acordo com fontes penitenciárias no local.
No início de março, um decreto presidencial anunciou o perdão de 5.255 detidos, indicando o seu número por cada um dos 11 estabelecimentos de detenção do país, para “desimpedir as prisões”, que contam atualmente com perto de 14.000 detidos adultos e uma capacidade de 4.100 lugares.
A Autoridade Reguladora dos Transportes Marítimos do país está empenhada em desenvolver mecanismos que coíbam o uso fraudulento da bandeira nacional por embarcações estrangeiras.
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