Projetos das Organizações Não-Governamentais para o Desenvolvimento HELPO e OIKOS vão ser implementados em Moçambique.
Portugal ativou o Instrumento de Resposta Rápida para Ações de Emergência (IRR), coordenado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., “disponibilizando 250 mil euros para a operacionalização de intervenções de [Organizações Não-Governamentais para o Desenvolvimento] ONGD” na província de Cabo Delgado, em Moçambique. A decisão foi tomada “face ao agravamento da situação humanitária” na região”.
Em nota do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, enviada esta terça-feira às redações, é explicado que, “no âmbito deste instrumento”, foram “apresentados cinco projetos, por cinco ONGD nacionais, tendo sido selecionados os projetos das Organizações HELPO e OIKOS”.
A HELPO “tem por principal objetivo aumentar a segurança alimentar das famílias deslocadas com grávidas e crianças a cargo, no bairro de Mahate (na cidade de Pemba), através da distribuição de mais de dois mil kits de sobrevivência e de rastreios nutricionais a mulheres grávidas e lactantes, crianças e jovens”.
Neste projeto vão ser apoiadas 7.116 crianças das escolas primárias, 78 mulheres grávidas e 461 famílias de acolhimento do bairro de Mahate, avança o comunicado.
Já a OIKOS “visa garantir o acesso das pessoas deslocadas pelo conflito, em Palma, a bens essenciais de primeira necessidade, para a retoma das rotinas de higiene e preparação de alimentos, nas famílias de acolhimento e nos centros de acolhimento temporário instalados no distrito de Montepuez”.
Aqui serão abrangidas, de forma direta, 1.800 famílias deslocadas – em particular famílias vulneráveis chefiadas por mulheres, idosos, órfãos e crianças -, e 1.350 famílias de acolhimento de pessoas deslocadas também em situação de vulnerabilidade.
Recorde-se que grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.500 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e 714 mil deslocados, de acordo com o Governo moçambicano.














