Estão em curso obras para o melhoramento da estrada KM15-Malhampsene, no município da cidade da Matola.
As actividades de tapamento de buracos e asfaltagem desta estrada, executadas pelo Conselho Municipal da Cidade da Matola (CMM), enquadram-se na manutenção de vias de acesso degradadas sobretudo as que a transitabilidade tornou-se penosa devido à erosão provocada pelas chuvas.
Firmino Guambe, vereador de infra-estruturas no CMM, explicou que o trabalho consiste na estabilização do solo com cimento para depois revestir com betão asfalto.
Indicou que a conclusão da obra está prevista para finais deste mês, reiterando que a intervenção irá continuar em outras vias pavimentadas, mas com sinais de erosão, como é o caso da Av. 04 de Outubro.
O vereador afirmou que não existe um orçamento específico para estrada Km 15-Malhampsene, visto que está previsto o melhoramento da maior parte das vias da Matola, num orçamento global de cerca de 17 milhões de meticais.
“Os trabalhos decorrem de acordo com o levantamento e plano feito, havendo possibilidade de alterações em função do grau de pertinência de cada infraestrutura”, ressalvou.
Acrescentou que a circulação de camiões de grande tonelagem agravou a degradação da via, daí que o município trabalha em coordenação com as autoridades policiais para intensificar a fiscalização.
“Temos uma placa que indica a proibição da circulação de carros de mais de 20 tonelagem, mas alguns condutores não respeitam a medida, levando o dobro da carga permitida”, referiu.
Agência de Segurança de Estado da África do Sul suspendeu o responsável de operações internacionais, Robert McBride, devido a uma missão secreta à revelia das autoridades de Maputo, relatou a imprensa sul-africana.
Podemos confirmar que o senhor McBride foi suspenso, mas não estamos em posição de revelar mais detalhes devido ao acordo de confidencialidade entre o empregador e os funcionários”, disse o porta-voz da Agência de Segurança de Estado da África do Sul (SSA, na sigla em inglês), Mava Scott, ao jornal TimesLive.
Todavia, o portal sul-africano referiu que quatro espiões sul-africanos foram detidos na capital moçambicana, Maputo, na sequência de uma operação da SSA que “correu mal” no país vizinho, no início deste ano.
Por seu lado, o portal News24 acrescentou que os agentes dos serviços secretos da África do Sul foram detidos quando tentavam recolher informações sobre a insurgência armada na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, salientando que foi abatido um drone sul-africano por funcionários da Segurança de Estado de Moçambique.
O semanário sul-africano City Press, que avançou a notícia, adiantou que a missão secreta sul-africana, em Moçambique, foi aprovada por Robert Mcbride, aparentemente sem o conhecimento das autoridades de Maputo, ao abrigo de um protocolo operacional entre os dois países vizinhos, que estabelece que as autoridades moçambicanas sejam notificadas sobre as atividades dos agentes secretos da África do Sul naquele país lusófono.
De acordo com jornal, os quatro agentes da SSA foram libertados após a intervenção da ministra da Segurança de Estado sul-africana, Ayanda Dlodlo.
O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, visitou Moçambique em abril, juntamente com a ministra da Segurança sul-africana, na sequência dos ataques terroristas, em março, à vila moçambicana de Palma, região norte de Cabo Delgado.
Grupos armados atacaram pela primeira vez a vila de Palma, a cerca de seis quilómetros dos multibilionários projetos de gás natural. Os ataques provocaram dezenas de mortos e obrigaram à fuga de pelo menos 11.000 pessoas, segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
A PFIZER procura aprovação dos reguladores dos Estados Unidos da América para a terceira dose da vacina contra a Covid-19, anunciou a empresa na quinta-feira (08), acrescentando que outra inoculação em 12 meses poderia aumentar a imunidade.
“Em Agosto, a Pfizer planeia pedir à ‘Food and Drug Administration’ (FDA) uma autorização de emergência para uma terceira dose”, disse o cientista daquela farmacêutica Mikael Dolsten, em declarações à agência noticiosa norte-americana AP.
De acordo com as primeiras impressões do estudo de reforço de vacinação da Pfizer, é demonstrado que os níveis de anticorpos das pessoas aumentam de cinco para 10 vezes mais após uma terceira dose, em comparação com a segunda.
Investigações em vários países mostram que as vacinas utilizadas contra a Covid-19 oferecem forte protecção contra a variante Delta, que é altamente contagiosa e está a espalhar-se rapidamente em todo o mundo.
“Por que [a terceira dose] é importante para combater a variante Delta?”, questionou de forma retórica, explicando que “quando os anticorpos cedem, a variante Delta pode eventualmente provocar uma leve infecção antes que o sistema imunológico se manifeste”.
À AP, um especialista em vacinação do Centro Médico da Universidade da Vanderbilt (Tennessee), William Schaffner, disse que a autorização da FDA seria apenas um primeiro passo e não significaria que os norte-americanos recebessem o reforço automaticamente.
“As vacinas foram concebidas para nos manter fora dos hospitais. Administrar outra dose seria um grande esforço, pois, neste momento, estamos a esforçar-nos para dar às pessoas a primeira dose”, acrescentou.
O Senado haitiano nomeou Joseph Lambert, atual chefe da Câmara Alta, como Presidente interino do Haiti e negou a autoridade do primeiro-ministro interino, Claude Joseph, que se encontra no poder desde o assassínio de Jovenel Moise.
A resolução, assinada por oito dos 10 senadores que ainda estão ativos, aponta que Claude Joseph foi afastado do cargo na segunda-feira, no último decreto assinado por Moise antes do seu assassinato na quarta-feira, confirmou à agência espanhola Efe o agora Presidente interino haitiano, Joseph Lambert.
A resolução afirma que Lambert assumirá o cargo de Chefe de Estado até 07 de fevereiro de 2022, data em que terminaria o mandato de Jovenel Moise.
A sua primeira tarefa será criar um Governo com a missão de organizar eleições.
Nos seus considerandos, a resolução afirma que Claude Joseph não pode exercer as funções de primeiro-ministro desde segunda-feira passada, quando o Presidente Moise nomeou Ariel Henry para o cargo por decreto, mas este último não foi empossado antes da morte do Presidente.
Após o assassinato, Claude Joseph foi colocado no comando do Governo, apoiado pela polícia e pelo exército, e recebeu o apoio explícito da ONU, dos Estados Unidos e de outros países para exercer estas funções.
O Senado é o único órgão do país com funcionários eleitos, mas desde janeiro de 2020 esta câmara legislativa não tem poderes para tomar decisões devido à falta de quórum.
A Câmara dos Deputados e dois terços do Senado deveriam ter sido renovados em 2019, mas as eleições foram adiadas devido à instabilidade política que o país atravessava na altura, o que levou ao encerramento da legislatura.
As autoridades haitianas disseram que pediram ajuda aos Estados Unidos e às Nações Unidas para que enviassem tropas para garantir a segurança em locais estratégicos.
Temendo que infra-estruturas vitais como portos, aeroportos, terminais petrolíferos e o transporte de produtos petrolíferos fossem alvo distúrbios, o governo haitiano pediu a Washington e às Nações Unidas que enviassem tropas para os proteger.
O assassínio do Presidente haitiano, morto na sua residência, destabilizou ainda mais o país mais pobre do continente americano, e levou o Governo haitiano a declarar o estado de sítio por um período de 15 dias.
No meio de um surto alarmante escasseiam as vacinas contra o coronavírus em África. Alguns países africanos planeiam, agora, produzir as próprias vacinas. Será que os projetos têm possibilidade de sucesso?
Neste momento, grande parte do continente africano está a ser assolado pela terceira vaga de infeções de coronavírus. Os especialistas temem que esta pode ser a pandemia mais grave até agora. Isto porque, neste momento, se espalha rapidamente a variante delta do SRA-CoV-2, que é a mais contagiosa e já causou enormes danos. Em África, o mutante depara-se com uma população maioritariamente não vacinada.
De acordo com os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC), pouco mais de 1% das pessoas em todo o continente já foram vacinadas com as duas doses necessárias para a prevenção completa.
Cerca de 2,5% receberam a primeira dose. Em comparação, em toda a União Europeia (UE), pelo menos 50% das pessoas já receberam a primeira dose, de acordo com a página online Our World in Data. Um terço está duplamente vacinado.
Esta disparidade no fornecimento de vacinas Covid-19 está a causar frustração e incompreensão a muitos políticos africanos. “O egoísmo neste mundo é mau”, disse, na semana passada, o Presidente ugandês Yoweri Museveni, na Cimeira Mundial da Saúde na capital do seu país, Kampala. Dirigindo-se aos seus homólogos africanos, Museveni constatou em tom crítico: “É uma pena que o continente africano esteja a dormir e à espera de ser salvo por outros”.
Dois radares de controlo automático de velocidade acabam de ser instalados pela Polícia de Trânsito (PT) em Sofala na Estrada Nacional número Seis (EN6), numa acção destinada com vista a neutralizar as viaturas que não respeitam os limites de velocidade de e assim reduzir a ocorrência de acidentes de viação.
Segundo o chefe do departamento da PT, Cassimo Aly, são aparelhos modernos de alta tecnologia com a capacidade de visualizar a velocidade dos veículos através de registo de matrículas que será feita por máquinas de fotografar e de filmar.
“Além das multas, vamos reter os veículos de transporte de passageiros que não respeitam a hora de partida”, explicou.
Enquanto isso, Aly revelou que equipas da PT estão a deslocar-se a diferentes parques de autocarros a fim de sensibilizar os automobilistas a terem prudência e a não excederem a velocidade durante as suas viagens.
Considerou preocupante o número de acidentes de viação que ocorrem na EN6 envolvendo transportes de passageiros.
O jornalista marroquino Suleimán Raisuni foi condenado hoje a cinco anos de prisão pelo Tribunal de Apelação de Casablanca por violação e retenção, com violência, de um jovem, delitos ocorridos há três anos.
O caso de Raisuni, que cumpriu na sexta-feira 92 dias de greve de fome para exigir ser julgado em liberdade condicional, suscitou a atenção e solidariedade de organizações de direitos humanos, que consideraram que o jornalista foi perseguido pelo seu trabalho no periódico opositor Ajbar al Yawm, encerrado por asfixia financeira.
Milud Qandil, da equipa de advogados de defesa do jornalista, considerou o veredicto “injusto” porque não permitiu ao acusado defender-se corretamente, e denunciou numerosas irregularidades no código de procedimento penal.
Raisuni foi denunciado por Adel Adam na rede social Facebook após dois anos da alegada ocorrência, e nunca tinha feito uma queixa formal à polícia, mas o tribunal considerou as declarações válidas.
O jornalista, que se encontrava em prisão preventiva desde 22 de maio de 2020, foi redator chefe do Ajbar al Yawm, o único diário crítico que se mantinha em atividade em Marrocos até que foi encerrado por dificuldades financeiras.
A leitura do veredicto realizou-se sem a presença do jornalista ou da sua defesa, já que os advogados se retiraram em protesto contra o Tribunal, explicou à agência EFE a advogada Souad Brahma.
Os factos remontam a 2018, quando o jornalista realizava uma reportagem sobre a comunidade homossexual, e entrevistou o jovem Adam, que depois o viria a denunciar por violação, mas nunca ficou claro porque demorou dois anos a fazê-lo.
No entanto, a defesa de Raisuni sustenta que a verdadeira razão da detenção tem a ver com a sua linha política de esquerda e o seu trabalho como jornalista de um periódico que já tem uma larga história de perseguições.
O Ministério da Economia e Finanças de Moçambique diz que os municípios são parcialmente responsáveis pelos cortes orçamentais. Maputo acusa as autarquias de falharem na coleta e gestão das receitas locais.
Pode não ter fim à vista a crise financeira que se vive em alguns municípios – principalmente na província de Nampula – maioritariamente geridos pela Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). Em causa está o corte dos orçamentos dos Fundos de Investimento Autárquico (FIA) e de Compensação Autárquica (FCA).
A vice-ministra moçambicana da Economia e Finanças, Carla Louveira, disse na sexta-feira (09) que a canalização dos fundos para o funcionamento dos municípios também depende do desempenho dos mesmos na coleta de receitas locais e no envio ao Governo central para redistribuição.
“A canalização depende também do ciclo orçamental, portanto, da coleta dos fundos proveniente das receitas por parte daqueles (municípios) que devem canalizar o fundo e consequentemente a sua canalização aos beneficiários (redistribuição aos municípios), portanto, é um processo”, explicou a ministra numa deslocação a Nampula.
Carla Louveira admitiu que o Governo central cortou fundos aos municípios, mas não explicou, em concreto, as motivações que levaram à redução das verbas, limitando-se a adiantar que os cortes estão previstos no Orçamento de Estado. A ministra também não revelou se estão a ser tomadas medidas para ultrapassar a crise financeira das autarquias.
O analista financeiro Miguel Teodósio considera que os problemas das autarquias resultam da falta de domínio de instrumentos legais de finanças públicas. “As pessoas que estão adstritas a essas instituições pensam que as receitas que são canalizadas pelo órgão central e finanças caem do céu”, disse Teodósio.
“Mas esses recursos financeiros que são canalizados aos municípios e para todas as instituições do Estado são fruto de coleta feita pelas instituições que arrecadam algumas receitas financeira. Por outras palavras: as receitas arrecadadas pelo município devem ser canalizadas para o órgão central, para serem redistribuídos para outros órgãos”.
Quatro pessoas alegadamente envolvidas no assassinato do presidente haitiano, Jovenel Moise, foram mortas pela polícia e duas outras foram detidas na quarta-feira, anunciou o Director-Geral da Polícia, Léon Charles.
A operação também levou à libertação de três agentes da polícia que tinham sido raptados pelos alegados assassinos.
“Quatro mercenários foram mortos, dois foram interceptados e estão sob o nosso controlo. Três polícias que tinham sido feitos reféns foram recuperados”, afirmou Léon Charles.
Os alegados assassinos foram intercetados pela polícia após um intenso tiroteio em Pelerin, onde se situa a residência de Moise, segundo o Secretário de Estado da Comunicação, Frantz Exantus.
Já o ministro da Cultura e Comunicação, Pradel Henriquez, reiterou que os atacantes são estrangeiros que falam espanhol e inglês, mas não forneceram detalhes sobre a sua nacionalidade ou identidade.
O primeiro-ministro interino, Claude Joseph, salientou que a situação de segurança no país está “sob controlo”, acrescentando ainda que o relatório forense sobre a morte de Moise foi concluído e que o seu corpo foi subsequentemente transferido para uma morgue na capital.
Dois funcionários da portagem de Mocuba, na província da Zambézia, estão há uma semana sob custódia policial suspeitos de desvio de mais de 700 mil meticais do cofre da instituição.
De acordo com o porta voz da Polícia da República de Moçambique na Zambézia, Sidner Londzo, o valor é das receitas e estava guardado no cofre.
A polícia que fez a perícia no local disse não haver indícios de arrombamento nas instalações. Constatou-se que as portas e janelas estavam intactas e sem nenhum de vandalização.
A GrandSYS, Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário Profissional nas áreas de Marketing e Comunicação com componente Comercial. Saiba mais.
O Laboratório de Engenharia de Moçambique (LEM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director dos Serviços Centrais de Materiais de Construção e Estruturas. Saiba mais.
O Laboratório de Engenharia de Moçambique (LEM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director dos Serviços Centrais de Geotecnia, Hidráulica e Vias de Comunicação. Saiba mais.
Uma Empresa do ramo de transporte aéreo, sediada na cidade de Maputo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Aeronavegabilidade Continuada (RPA). Saiba mais.
O Centro Médico e de Treinamento em Segurança e Saúde (CMTSS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Laboratório. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de HIV Pediátrico. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Enfermeiras de Saúde Materno Infantil (ESMI). Saiba mais.
O Ministério da Economia e Finanças pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Provincial de Planeamento e Infra-Estruturas Públicas. Saiba mais.
O Centro de Desenvolvimento do Sistema de Informação Financeira (CEDSIF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Administradores Executivos. Saiba mais.
O movimento Arco Íris de Cidadania LGBT, apresentou ao Comité de Ética da FIFA uma notificação contra a ausência do número 24 nas camisolas da selecção brasileira.
O número 24, em brasil, é associado aos homossexuais, e na copa América que está a decorrer naquele país, a numeração não está estampada nas camisolas da equipa, o que motivou a revolta do movimento LGBT, que considera a situação como homofóbica.
Esta numeração ganhou fama no país por conta do “jogo do Bicho”, muito popular nos anos 80, o qual o número 24 era representado por um veado, animal usado para defenir os homossexuais.
A Confederação Brasileira de Futebol ( CBF), defendeu-se, alegando que a numeração é responsabilidade da comissão técnica.
Algumas crianças que residem em diferentes bairros da cidade de Nampula têm o futuro comprometido, porque são obrigadas a acompanhar os seus pais ou outros familiares com deficiência a pedir esmola no centro da urbe, em detrimento da escola.
Esta realidade que requer a intervenção das autoridades competentes como forma de salvaguardar o futuro das gerações vindouras.
Algumas crianças praticam a mendicidade por uma questão de insensibilidade dos seus progenitores.
A organização não-governamental (ONG) Oxfam diz que 11 pessoas morrem de fome a cada minuto e que o número dos que enfrentam condições semelhantes à fome em todo o mundo aumentou seis vezes no último ano.
Segundo o relatório intitulado ‘O Vírus da Fome Multiplica’, a ONG indicou que o número de mortos por fome ultrapassa os da Covid-19, que mata cerca de sete pessoas por minuto.
“As estatísticas são espantosas, mas devemos lembrar que estes números são compostos por pessoas individuais que enfrentam um sofrimento inimaginável. Mesmo uma pessoa é demasiada”, disse o presidente e diretor executivo da Oxfam America.
O grupo humanitário também disse que 155 milhões de pessoas em todo o mundo vivem agora em níveis de crise de insegurança alimentar ou pior, cerca de 20 milhões mais do que no ano passado. Cerca de dois terços destas enfrentam a fome porque o seu país está em conflito militar.
Apesar da pandemia, a Oxfam afirmou que as despesas militares globais aumentaram em cerca de 45 mil milhões de euros durante a pandemia – um montante que excede em pelo menos seis vezes o que a ONU precisa para acabar com a fome.
O relatório enumerou uma série de países como os piores em relação à fome, incluindo o Afeganistão, Etiópia, Sudão do Sul, Síria e Iémen – todos envolvidos em conflitos.
“A fome continua a ser utilizada como arma de guerra, privando os civis de alimentos e água e impedindo a ajuda humanitária. As pessoas não conseguem viver em segurança ou encontrar alimentos quando os seus mercados estão a ser bombardeados e as colheitas e o gado são destruídos”, disse Maxman.
O aquecimento global e as repercussões económicas da pandemia causaram um aumento de 40% nos preços globais dos alimentos, o mais alto em mais de uma década, lê-se no relatório.
A instalação de 22 salas do futuro em todas as instituições do Ensino Superior, que fornecem cursos de Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática (CTEM), é a aposta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) para o presente quinquénio.
Trata-se de salas destinadas a aulas práticas das disciplinas de Física, Química, Matemática e Biologia, cuja implantação está inserida na revitalização dos programas de reiniciação científica, segundo deu a conhecer Alberto Tonela, porta-voz do I Conselho Coordenador do MCTES, que decorre desde quarta-feira na cidade de Maputo.
Tonela disse que o programa visa, sobretudo, massificar a presença feminina nos cursos das áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (CTEM), que se revela reduzida em comparação com os cursos das outras áreas.
A primeira sala será estabelecida na Universidade Pedagógica, em Maputo. Paralelamente, faz plano do MCTES treinar cerca de 400 formadores para professores dos ensinos Secundário Geral e dos centros de formação de professores, na resposta ao desafio de estimular o gosto pelos cursos de CTEM.
“O programa está ainda a ser trabalhado, sob ponto de vista de nota conceptual, de modo a sabermos quantos professores existem, para depois fazer-se o plano da sua formação”, disse Tonela
Nove pessoas que praticavam paraquedismo morreram após a queda do pequeno avião em que estavam a bordo na noite de quinta-feira, próximo à cidade sueca de Orebro, declarou a polícia local.
Entre os mortos estão o piloto e oito passageiros, disse a polícia. O porta-voz da Administração Marítima Sueca, Carl-Johan Linde, que supervisiona o tráfego aéreo, disse ao canal de televisão SVT que o acidente deve ter ocorrido durante a descolagem do avião.
A Autoridade Sueca de Investigação de Acidentes deslocou uma equipa para o local do acidente para a região de Orebro, que fica 164 quilómetros a oeste de Estocolmo. A polícia marcou para hoje uma conferência de imprensa para dar mais informações sobre este acidente.
O Centro de Integridade Pública (CIP) de Moçambique coloca em causa afirmações de uma comissão de inquérito, segundo a qual não há uma rede de exploração sexual de reclusas na prisão de Ndlavela.
A organização da sociedade civil Centro de Integridade Pública foi a autora das denúncias que levaram à constituição de uma comissão de inquérito para averiguar alegados abusos a reclusas na cadeia feminina de Ndlavela, em Maputo. O relatório oficial chega à conclusão que não houve abusos cometidos no exterior da cadeia.
Edgar Jossai, pesquisador do CIP, afirma que o Governo não pode assumir a existência da alegada rede de exploração sexual de reclusas, para não colocar em causa todo o sistema judiciário.
Jossai assegurou que a ministra da Justiça e Assuntos Constitucionais, Helena Kida, obteve informação concreta do CIP ainda antes de se deslocar à cadeia de Ndlavela. “Essa informação envolvia nomes bem como as caras das reclusas”, disse Jossai.
O CIP deteta fragilidades no relatório da comissão de inquérito. “Esperamos que essas lacunas do relatório da comissão sejam sanadas com as investigações que o Ministério Público está a conduzir. Que o Ministério Publico traga informação credível que vá de acordo com a realidade que se está a viver no estabelecimento penitenciário de Ndlavela”, disse Jossai.
Dez famílias do quarteirão n.º 8 do bairro de Matlemele, no município da Matola, estão sem água desde a tarde de ontem, em consequência da disputa de clientes entre dois fornecedores.
A confusão surge após o proprietário da GAWATE ter ordenado os seus trabalhadores para cortarem a tubagem que liga seus antigos clientes a um novo operador, alegando que estes têm dívidas consigo.
Por sua vez, Pedro Monjane, gestor da empresa MATHE, actual fornecedor das residências em causa, condenou a sabotagem, alegando que se trata de perseguição.
“No princípio, eles questionavam a razão de estas pessoas mudarem de operador, mas eu sou livre de receber quem me aborda para lhe fornecer água”, defendeu.
Tentativas de ouvir a gestão da GAWATE, no centro da disputa, não foram frutíferas.
Número de novos casos no país continua muito elevado, com uma taxa de incidência de 9.023 casos por cada 100 mil habitantes.
As autoridades de Saúde brasileiras reportaram, na quinta-feira, mais 53.725 casos de infeção por novo coronavírus, uma descida em relação ao dia anterior (54.022). São ainda confirmadas mais 1.639 mortes associadas à doença, também uma descida em relação à véspera (1.648).
Numa altura em que o processo de vacinação segue de forma lenta – foi ontem reportado que o número de pessoas que não compareceram aos postos de saúde do Brasil para tomar a segunda dose é superior a 3,5 milhões, o número de novos casos continua muito elevado. A incidência da doença é de 252 mortes e 9.023 casos por cada 100 mil habitantes.
De reportado pelas secretarias regionais de Saúde (CONASS), o país, com 212 milhões de habitantes, acumula 18.962.762 contágios confirmados desde o registo do seu primeiro caso, em São Paulo, em fevereiro do ano passado, e 530.179 pessoas morreram.
O Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes, sendo apenas superado pelos Estados Unidos (mais de 606 mil mortes), e o terceiro país do mundo com mais casos de infeção, sendo superado pelos Estados Unidos e pela Índia.
Foram quatro dias atrás das grades em Benguela, no sul de Angola. Vinte e dois ativistas e um jornalista acusados de desobediência às autoridades falaram sobre o período que passaram na cela e os abusos cometidos.
Os ativistas foram absolvidos pelo Tribunal de comarca provincial na terça-feira (06.07), depois de terem sido detidos no sábado (03.07), numa manifestação para pedir melhores condições de saúde em Angola.
Numa conferência de imprensa realizada pela organização não-governamental OMUNGA sobre a detenção foi anunciado que houve violação dos direitos humanos.
João Malavindele, diretor executivo da OMUNGA, recordou que são recorrentes no país casos de intimidação de ativistas. E sublinhou que a prática do abuso de poder inviabiliza o processo de cidadania.
“Como estamos a falar de uma situação que é bastante recorrente, nos preocupa bastante, porque concluímos que pareceu ser um processo como uma forma de intimidar os ativistas e sobretudo limitar o exercício da cidadania em Angola.”, disse.
“Entendemos que situações do género não podem voltar acontecer porque o direito de participação na gestão da vida pública é um direito constitucional. E mais na prática não é isso que nós assistimos, temos assistido a muitas arbitrariedades, até mesmo abuso de poder, que inviabilizam esse exercício”, criticou ainda Malavindele.
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