O Governo de Moçambique está a intensificar os esforços para promover o turismo do golfe, com a criação de Zonas Especiais para o Turismo do Golfe, uma medida que visa dinamizar este sector, atrair investimentos e assegurar que o país se torne um dos principais destinos africanos para a prática desta modalidade.
A aposta no turismo do golfe foi sublinhada hoje em Maputo, durante o lançamento oficial das celebrações do Dia Mundial do Turismo 2026, que será celebrada em Moçambique sob o lema “Informar e Fazer Turismo”. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Economia, através da Direcção Nacional do Turismo.
Danilo Nhantumbo, presidente da Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Indústria do Golfe (AMOGOLFE), revelou que a primeira Zona Especial para o Turismo do Golfe está a ser criada na província de Inhambane, em colaboração com o Governo provincial. Nhantumbo expressou a disponibilidade da organização para apoiar iniciativas semelhantes noutras províncias do país.
“É crucial que as pessoas entendam o que são as Zonas Especiais para o Turismo do Golfe, sem confundi-las com as Zonas Económicas Especiais, que têm uma abordagem distinta”, enfatizou Nhantumbo, sustentando que Moçambique pode, no futuro, partilhar a sua experiência com outros países africanos nesta área.
A promoção do turismo do golfe deverá ser acompanhada por iniciativas que fomentem o desenvolvimento da modalidade desde a sua base, entre as quais se destaca o Programa de Escolas de Golfe já em execução na cidade de Maputo e no município de Boane, e que também foi lançado nas províncias de Manica e Nampula.
Na sua intervenção, Nhantumbo sugeriu a criação de um Driving Range na província de Manica, argumentando que a região possui condições propícias para o desenvolvimento de infra-estruturas relacionadas com o golfe, permitindo aos visitantes experimentar a modalidade enquanto se trabalha na construção de campos de golfe.
Acrescentou que “não é um assunto impossível, o que precisamos é de pensar fora da caixa”, apelando à participação de diversos intervenientes, quer através de investimentos, quer através de outras formas de apoio ao desenvolvimento da indústria.
O presidente da AMOGOLFE também defendeu a necessidade de acelerar a formação dos agentes da Polícia da República de Moçambique e dos serviços de migração, entre outras instituições que mantêm contacto directo com os turistas, por meio de programas de “turistificação” que melhorem o atendimento nas fronteiras, aeroportos e outros pontos de entrada no país.
Quanto à promoção turística, criticou a gestão da marca “Visit Moçambique”, sustentando que esta deve ser encarada como um activo económico. Segundo Nhantumbo, “o Visit Moçambique não pode continuar a ser tratado apenas como um slogan. É uma marca extremamente valiosa”.
A Cimeira do Golfe, que ocorrerá nos dias 7 e 8 de Novembro em Vilankulo, província de Inhambane, foi destacada como um evento importante que reunirá intervenientes da indústria do golfe e contará com o apoio do Governo de Moçambique. A realização da cimeira em Inhambane está alinhada com a estratégia de posicionamento da província como zona especial para o turismo do golfe.
Durante a cimeira, está também prevista, pela primeira vez, a realização do Ocean Golf Regatta, uma iniciativa que complementará a programação e contribuirá para a promoção de Inhambane como destino associado ao golfe.
O lançamento oficial das celebrações do Dia Mundial do Turismo 2026 marca o início das actividades alusivas a esta efeméride em Moçambique, criando espaço para iniciativas que visem promover a reflexão sobre o impacto do turismo no desenvolvimento económico e social do país.
















