O Governo moçambicano admitiu a existência de fragilidades persistentes nos sistemas de monitorização e fiscalização do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).
Tal revelação foi feita pelo porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa, em resposta a recentes denúncias sobre desvios de avultadas quantias de dinheiro.
Em causa está o desvio de aproximadamente 510 milhões de meticais, envolvendo quadros seniores da instituição, entre os quais se incluem o director geral, o director da Administração e Finanças, o chefe da Unidade Gestora Executora das Aquisições, bem como um empresário. Esta situação levanta preocupações significativas sobre a integridade das operações dentro do INSS.
Inocêncio Impissa assegurou que o Governo está a acompanhar de perto o desenrolar deste caso. A detecção de tais irregularidades tem sido possível graças à aplicação de sistemas de controlo mais rigorosos, que visam a protecção dos recursos do Estado e a promoção da transparência na gestão pública.
A situação sublinha a necessidade urgente de reforço nas estruturas de supervisão, a fim de assegurar que os fundos destinados à segurança social sejam devidamente utilizados e beneficiem os cidadãos moçambicanos em situação de vulnerabilidade.

















