O confronto entre os Estados Unidos da América e o Irão escalou nos últimos dias, com novos ataques aéreos a serem registados em território iraniano.
Fontes oficiais reportaram que os Estados Unidos executaram ataques com mísseis em duas localidades próximas das cidades de Ahvaz e Agajari, na província de Khuzestão.
Segundo o vice-governador da província responsável pela segurança, estas operações resultaram na morte de sete pessoas. Oito feridos foram também contabilizados após os ataques, conforme indicado pela agência de notícias IRNA.
Estas acções surgem na sequência de um anúncio do Comando Central dos EUA que parecia indicar a suspensão dos ataques, prevista para terça-feira. Contudo, a ofensiva foi retomada, levando as Forças Armadas iranianas a prometerem continuar a retaliar os ataques até que os Estados Unidos se arrependam de suas acções, de acordo com declarações feitas pelo porta-voz do Quartel-General Central do Irão. O porta-voz afirmou que os ataques dirigidos contra instalações militares norte-americanas resultaram em danos significativos e vítimas entre as tropas dos EUA.
Paralelamente, o Bahrein e o Kuwait relataram a interceptação de drones iranianos, com o governo do Bahrein emitindo alertas para a população, instando-a a buscar abrigo em locais seguros. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão também reivindicou um ataque a instalações norte-americanas na província de Erbil, no Iraque, afirmando ter destruído importantes equipamentos e causado baixas entre o pessoal militar dos EUA.
Por sua vez, o Irão já havia afirmado a execução de ataques contra bases norte-americanas no Bahrein e na Jordânia, ainda que as autoridades jordanas neguem qualquer registo de baixas.
A escalada dos confrontos resultou num aumento nos preços do petróleo, com uma subida de cerca de 1% logo no início das transacções, à medida que aumentam as preocupações sobre possíveis interrupções no abastecimento.
Na actualidade internacional, destacam-se as centenas de concentrações programadas na Espanha, em resposta à crise migratória na Ceuta, onde muitos migrantes entraram ilegalmente. Estas manifestações, convocadas por via das redes sociais, abordam temas como a solidariedade e a crítica à gestão governativa da crise.
Finalmente, a encontro dos chefes da diplomacia da União Europeia, que se realiza na Irlanda, abordará a imposição de novas sanções à Rússia, além da situação no Médio Oriente. Portugal estará representado pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.
No panorama nacional, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, será ouvido na próxima semana na Comissão de Assuntos Constitucionais, onde desafiou o deputado André Ventura a comparecer para lhe dirigir questões. Ventura, por sua vez, manifestou a intenção de avançar com uma moção de censura ao governo, citando preocupações com as explicações dadas por Neves.
A informação estará em atualização contínua, fornecendo os últimos desenvolvimentos relacionados com estas questões.
















