O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) manifestou a sua preocupação face aos acontecimentos ocorridos durante a marcha da Associação Nacional de Moçambicanos Lesados por Acidente de Trabalho (ANAMOLA), que se realizou na cidade de Quelimane.
O evento, que tinha como objectivo promover os direitos e a dignidade das vítimas de acidentes de trabalho, foi interrompido pela intervenção das forças policiais, resultando em confrontos entre manifestantes e agentes da lei.
De acordo com informações recolhidas por fontes locais, a marcha, que contava com a participação de cerca de 300 pessoas, foi inicialmente pacífica. No entanto, a situação alterou-se abruptamente quando a polícia fez uso de força para dispersar os manifestantes, levando a ferimentos de várias pessoas e à detenção de alguns participantes.
Em resposta a este incidente, o CNDH emitiu um comunicado a exigir uma investigação minuciosa e imparcial sobre as circunstâncias que levaram ao uso da força policial. A organização reafirmou a importância de respeitar o direito à liberdade de expressão e à reunião pacífica, consagrados na Constituição da República de Moçambique.
O CNDH apelou ainda para que as autoridades competentes adoptem medidas que garantam a protecção dos direitos dos cidadãos durante manifestações públicas, considerando que o diálogo e a mediação são fundamentais para a preservação da ordem social.
As reacções à intervenção policial têm sido diversas, com entidades da sociedade civil a condenarem a violência e a exigirem que os responsáveis pela ação policial sejam responsabilizados. O episódio em Quelimane levanta questões sobre a forma como as autoridades lidam com manifestações relacionadas aos direitos humanos e sociais no país.
A marcha da ANAMOLA e os incidentes subsequentes marcam um momento crítico no debate sobre os direitos dos trabalhadores e a necessidade de garantir a segurança e a dignidade das vítimas de acidentes laborais em Moçambique.












