O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o país possui um arsenal de munições de médio e longo alcance “quase ilimitadas” para manter a sua presença militar no Irão.
Em um post na rede social Truth Social, Trump enfatizou que embora a produção esteja a ser retida, as vendas aos aliados serão retomadas em breve.
“Para aqueles que se recusam a relatar com precisão a nossa operação militar no Irão: temos quantidades quase ilimitadas de munições de médio e longo alcance, muito mais do que poderíamos usar nesta ou em qualquer outra guerra”, afirmou o Presidente.
Trump salientou que os Estados Unidos estão a produzir munições a “níveis nunca vistos” e a acumular estoques para futuras contingências. “Estamos a reservar munições para nós, ao invés de as vender a outros, embora as vendas aos nossos aliados comecem novamente em breve”, acrescentou.
O líder norte-americano criticou o governo anterior, liderado pelo democrata Joe Biden, por fornecer à Ucrânia um apoio militar considerável, alegando que muito mais munições foram entregues a esse país do que as que estão a ser utilizadas na actual guerra contra o Irão. “Centenas de milhares de milhões de dólares foram entregues gratuitamente à Ucrânia e à NATO — dinheiro que a Europa teria pago, se se lhe tivesse pedido — mas vamos recuperar esse dinheiro, embora com algum atraso”, declarou Trump.
Na mesma linha, o Presidente acusou a comunicação social e determinados sectores da população de estarem “completamente enganados” ao afirmarem que os Estados Unidos se encontram em falta de munições. “Na verdade, estão a cometer traição. Fazem-no porque preferem ver os Estados Unidos perder uma guerra que estamos a ganhar facilmente do que verem-me ganhar”, acrescentou.
A guerra com o Irão, que começou a 28 de Fevereiro com uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel, tem visto um intensificar da violência nos últimos dias, marcando já seis meses de conflito. Os bombardeamentos norte-americanos sobre cinco províncias iranianas têm resultado em quase 20 mortos, o que levanta preocupações sobre a escalada da violência na região.














