Durante uma reunião exclusiva com o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, várias empresas multinacionais expressaram a sua intenção de expandir os investimentos no país. Entre as empresas destacam-se o gigante petroquímico sul-africano Sasol, a multinacional do tabaco Philip Morris International (PMI) e a Varun Beverages, actuante no Zimbabwe e na África Oriental.
O CEO da Sasol, Simon Baloi, comentou aos jornalistas após a audiência com o Presidente Chapo que o encontro foi de grande importância para analisar as oportunidades de cooperação económica entre Moçambique e diversas multinacionais. Baloi sublinhou o compromisso da Sasol com o desenvolvimento económico e social de Moçambique, evidenciado pelo progresso do segundo fase do programa de desenvolvimento local, conhecido como LDA2, que está orçado em aproximadamente 43 milhões de dólares.
O CEO destacou ainda o Acordo de Partilha de Produção (PSA Project) como um mecanismo essencial para incrementar os investimentos no país. Este projecto, com um orçamento aproximado de um bilião de dólares, visa impulsionar a central térmica de Temane, localizada na província de Inhambane, com capacidade de gerar 450 megawatts de electricidade e produzir gás em excesso para exportação.
O projecto PSA inclui igualmente uma instalação de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL), com previsão de produção de 30.000 toneladas anuais, que atenderá 75 por cento da demanda de gás de cozinha em Moçambique, além de petróleo leve. Baloi afirmou: “Outro ponto discutido foi a construção de um terminal de gás natural liquefeito em Moçambique, considerado estratégico para fortalecer a integração energética regional e atender à crescente demanda energética na região da África Austral.”
Por sua vez, Vijay Behel, CEO da Varun Beverages Zimbabwe & East Africa, manifestou interesse em aumentar os investimentos da empresa em Moçambique, focando nos sectores lácteo, refrigerantes, água engarrafada e sumos vinculados ao grupo PepsiCo. Behel expressou que a reunião permitiu a apresentação de uma visão estratégica orientada para o crescimento sustentável e o fortalecimento da capacidade de produção e distribuição no mercado moçambicano, demonstrando optimismo em iniciar as operações em breve.
O director global de operações da Philip Morris International também abordou oportunidades de cooperação e investimento no país, reiterando o interesse da multinacional em aprofundar as relações económicas com Moçambique.
















