A Colômbia tomou a decisão de expulsar o embaixador boliviano do país em um ato de “reciprocidade”, após a Bolívia ter expulso a embaixadora colombiana, Elizabeth García, sob a acusação de “interferência”.
De acordo com comunicado emitido pela chancelaria colombiana, a medida visa preservar os princípios de soberania, não interferência em assuntos internos e respeito mútuo entre os Estados, que são considerados pilares fundamentais das relações diplomáticas.
A decisão da Colômbia surge em meio a declarações do presidente colombiano, Gustavo Petro, que tem defendido publicamente os protestos contra o presidente boliviano Rodrigo Paz. No último fim-de-semana, Petro caracterizou a situação na Bolívia como um “levante popular” e expressou a disposição do seu governo em ajudar a resolver a crise política. “Meu governo está disposto, se for convidado, a buscar fórmulas pacíficas de saída à crise política boliviana”, escreveu Petro em suas redes sociais.
Rodrigo Paz, que assumiu a presidência em um contexto de crise económica, tem enfrentado uma onda de protestos contra seu governo recém-empossado. As manifestações, que inicialmente surgiram devido ao aumento do custo de vida e à escassez de combustíveis, evoluíram para pedidos de renúncia do presidente e críticas à sua condução política. O governo de centro-direita, que tomou posse após quase 20 anos de liderança da esquerda na Bolívia, busca agora promover uma aproximação com os Estados Unidos.
Na terça-feira, o secretário de Estado adjunto dos EUA, Christopher Landau, caracterizou os protestos na Bolívia como uma tentativa de “golpe em curso”. “Estou muito preocupado com a Bolívia. Vocês têm um processo democrático em que (Paz) foi eleito por uma grande maioria do povo boliviano há menos de um ano e, agora, têm manifestantes violentos bloqueando as ruas”, afirmou durante uma palestra organizada pelo Conselho das Américas em Washington.















