Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, foi acusado criminalmente nos Estados Unidos, de acordo com informações divulgadas pela agência Reuters.
A acusação inclui quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos.
Castro, que actualmente tem 94 anos, foi ministro da Defesa de Cuba antes de assumir a presidência em 2008, após o afastamento de seu irmão, Fidel Castro, por motivos de saúde. Ele deixou o cargo em 2018, dois anos após a morte de Fidel, mas permanece como uma figura influente no sistema político cubano.
A acusação formal contra Castro é acompanhada pela citação de outras cinco pessoas como rés em uma moção dos EUA para tornar pública a denúncia. Essa medida surge em um contexto de aumento da pressão do governo do então presidente Donald Trump sobre Cuba, que inclui um discurso claro de mudança de regime na ilha. Historicamente, acusações formais feitas pelos EUA contra líderes estrangeiros são consideradas raras.
“Os Estados Unidos não tolerarão um estado pária que abrigue operações militares, de inteligência e terroristas estrangeiras hostis a apenas 145 quilómetros do território americano,” declarou Trump em um comunicado na quarta-feira.
Nos últimos meses, Washington endureceu as sanções contra Havana e ameaçou países que fornecem combustível ao governo cubano, agravando a crise energética na ilha, o que tem resultado em apagões e ampliado a já grave crise económica que o país enfrenta.
Ainda não houve um pronunciamento directo do governo cubano em relação às acusações, embora o chanceler Bruno Rodríguez Parrilla tenha afirmado que o país não mudará sua posição frente às pressões americanas. “Apesar do embargo, das sanções e das ameaças de uso da força, Cuba continua em um caminho de soberania rumo ao seu desenvolvimento socialista,” declarou Rodríguez.















