Internacional Venezuela reage a anúncio de bloqueio total dos EUA no sector petrolífero

Venezuela reage a anúncio de bloqueio total dos EUA no sector petrolífero

O Governo venezuelano qualificou o bloqueio total e completo aos petroleiros sancionados, anunciado pelos Estados Unidos, como uma “ameaça grotesca”.

A administração do Presidente Nicolás Maduro sustentou que a real intenção de Washington consiste em “roubar as riquezas” do país.

Em um comunicado oficial, o Executivo venezuelano criticou as declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, que, através da rede social Truth Social, revelou a intenção de implementar um “bloqueio militar naval” visando apropriar-se das riquezas petrolíferas da Venezuela.

“Hoje, estou a ordenar um bloqueio total e completo de todos os petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela”, declarou Trump, enfatizando que esta medida atingirá a principal fonte de rendimentos de Caracas: o petróleo.

A administração de Maduro argumenta que a decisão do Presidente dos EUA fere o direito internacional, o livre comércio e a liberdade de navegação, descrevendo-a como uma “ameaça temerária e grave”. Além disso, Caracas afirmou que a suposta aspiração de Trump é apropriar-se não apenas do petróleo, mas também das terras e minerais do país, por meio de campanhas de desinformação.

No comunicado, o Governo venezuelano reafirmou a soberania nacional sobre os seus recursos naturais e o direito à livre navegação nos mares da região. Em resposta a estas ameaças, Caracas planeia agir “em estrita conformidade com a Carta da ONU”, e seu embaixador na instituição multilateral irá denunciar o que consideram ser uma violação grave do direito internacional.

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“O povo da Venezuela nunca mais será colónia de um império ou de qualquer potência estrangeira”, afirma o Governo, apelando à população norte-americana e à comunidade internacional para rejeitarem esta “ameaça extravagante”.

Trump, por sua vez, alegou que a Venezuela “está completamente cercada pela maior armada já reunida na história da América do Sul”, prevendo que o confronto com as forças militares venezuelanas será sem precedentes até que os EUA recupere todos os bens que considera ter perdido.

Este novo bloqueio representa um aumento significativo da operação militar norte-americana em curso desde agosto nas águas internacionais do mar das Caraíbas, inicialmente voltada para o combate ao narcotráfico na região. Até ao momento, o Comando Sul dos Estados Unidos já terá atacado várias embarcações e apreendido um petroleiro, além de reforçar a presença militar com o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, que transporta cerca de 5.000 militares e diversas aeronaves de combate.

No final de outubro, o número de soldados norte-americanos na região já se aproximava dos 10.000, solidificando a escalada da tensão entre os dois países.

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