Uma comissão do Vaticano decidiu, mais uma vez, rejeitar a possibilidade das mulheres exercerem a função de diáconos, que representa o primeiro grau do sacramento, antes do sacerdócio.
A votação, que culminou num resultado de 7 a 1 contra a inclusão feminina nesta posição, concluiu que ainda não é o momento adequado para tal mudança, embora tenha recomendado que sejam realizados novos estudos sobre a questão.
Os diáconos têm como principais funções ajudar e servir, em conformidade com as orientações dos bispos e padres. Embora não sejam sacerdotes, podem desempenhar algumas funções durante as missas e outras cerimónias religiosas. É importante notar que, apesar de poderem oferecer certas bênçãos, estão impedidos de realizar a unção dos enfermos ou ouvir confissões.
A comissão, criada a pedido do Papa Francisco e presidida pelo cardeal Giuseppe Petrocchi, reafirmou a posição de que o lugar de diácono não deve ser ocupado por mulheres.
Contudo, o grupo sublinhou a importância de continuar a discussão sobre o papel feminino na Igreja Católica, em resposta às crescentes solicitações de um maior reconhecimento das mulheres, semelhante ao que já se observa em diversos sectores da sociedade.
O relatório final, entregue ao Papa Leão XIV em Setembro, foi agora autorizado para publicação, mantendo a questão em foco na agenda eclesiástica.
















