O chefe de Estado sul-coreano, Lee Jae-myung, expressou preocupações sobre a crescente tensão na fronteira com a Coreia do Norte, classificando a situação como “muito perigosa”.
Lee advertiu que, sem a realização de diálogos, o risco de confrontos acidentais é elevado e pode ocorrer a qualquer momento.
Durante uma comunicação feita enquanto se deslocava entre a África do Sul e a Turquia, após a cimeira do G20, o Presidente sul-coreano sublinhou que as relações intercoreanas tornaram-se “extremamente hostis”. Ele apontou que Pyongyang está a efectuar acções “muito extremas” que não contribuem para a construção de um nível básico de confiança entre os dois países.
Em resposta a esta situação, Lee Jae-myung apelou para a realização de uma reunião militar com a Coreia do Norte, com vista a prevenir incidentes na fronteira. Este pedido surge uma semana após Seul ter proposto formalmente negociações, sendo este o primeiro contacto oficial para diálogo desde que Lee assumiu o cargo em Junho.
Segundo as autoridades sul-coreanas, as incursões de militares norte-coreanos na Linha de Demarcação Militar já ultrapassaram a dezena este ano. Os soldados norte-coreanos têm estado envolvidos em trabalhos de instalação de vedações e minas na Zona Desmilitarizada. O incidente mais recente registou-se a 19 de Outubro, quando mais de 20 soldados norte-coreanos atravessaram a linha próxima de Paju, no noroeste da Coreia do Sul, levando as forças sul-coreanas a efectuar tiros de aviso.
As autoridades de Seul destacam a importância de estabelecer um acordo sobre uma linha de demarcação clara, uma vez que muitos dos marcos estabelecidos em 1953 desapareceram, gerando divergências em várias áreas.
As últimas negociações intercoreanas de maior relevância ocorreram em 2018, num contexto em que a Coreia do Norte permanece relutante em dialogar com os Estados Unidos, condicionando qualquer conversa à desistência da exigência de desnuclearização.
















