Um incêndio de grandes proporções eclodiu em um complexo de arranha-céus residenciais localizado em Hong Kong, resultando na morte de quatro pessoas, de acordo com informações das autoridades locais.
As equipas de emergência estão a trabalhar incansavelmente para controlar as chamas, que geraram uma densa coluna de fumo visível de vários pontos da cidade.
Segundo a emissora pública RTHK, que cita fontes policiais, há moradores que permanecem presos dentro dos edifícios em chamas, localizados no distrito de Tai Po, na região norte do território autónomo. Para abordar a situação crítica, dezenas de caminhões de bombeiros e ambulâncias foram mobilizados para a área, que compreende oito torres residenciais com cerca de dois mil apartamentos.
O governo local confirmou que duas pessoas sofreram queimaduras graves e encontram-se em estado crítico, enquanto uma terceira vítima, que também foi ferida, apresenta um quadro estável. Durante a operação de combate ao incêndio, alguns membros das equipas de bombeiros também ficaram feridos, dado o rápido alastrar das chamas pelas torres de 31 andares. Até o momento, não há uma contagem total das vítimas.
Parte das estruturas afectadas estava envolta em andaimes de bambu, um material ainda amplamente utilizado na construção civil em Hong Kong, sendo uma das poucas regiões do mundo onde essa técnica se mantém comum.
O Departamento de Bombeiros relatou que recebeu o alerta às 3h51, horário de Brasília (14h41, horário local), sobre o incêndio no conjunto residencial Wang Fuk Court, elevando rapidamente o alerta ao nível 4, o segundo mais alto na escala de emergência da região.
Em consequência do incêndio, o Departamento de Transportes de Hong Kong anunciou o fechamento de um segmento da rodovia Tai Po e o desvio de várias linhas de autocarros. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades e equipas de emergência.
















