O director da Escola Primária Eduardo Mondlane, situada no distrito de Meconta, na província de Nampula, foi julgado e condenado a 13 meses de prisão por desvio de 57 sacos de arroz, óleo, sal destinados a lanches escolares e material informático da instituição.
A decisão judicial surge em resposta a um processo criminal que visava responsabilizar o acusado pelos actos de corrupção.
Melchior Focas, administrador do distrito de Meconta, foi citado pela Revista Lusófona e esclareceu que, além da condenação criminal, está a decorrer um processo administrativo ou disciplinar contra o director, que poderá resultar na sua demissão ou até expulsão do aparelho do Estado. “Já está a decorrer o processo disciplinar contra o director dessa escola e isto, provavelmente, vai culminar com a sua cessação ou demissão, dependendo da matéria do processo, ou, na última das hipóteses, expulsão do aparelho de Estado”, afirmou Focas.
Enquanto o resultado do processo disciplinar não é conhecido, o administrador sublinhou que o director e os demais funcionários envolvidos no furto são obrigados a retomar as suas actividades.
Este caso é considerado singular no distrito de Meconta, e Focas fez um apelo aos gestores escolares para que evitem comportamentos corruptos. “Um dirigente de uma escola deve ser exemplar”, concluiu o administrador, enfatizando a importância da ética e da responsabilidade na gestão de instituições educativas.















