Sociedade Vice-Comandante da PRM expressa satisfação pela actuação da polícia

Vice-Comandante da PRM expressa satisfação pela actuação da polícia

No último domingo, o vice-comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM), Fernando Tsucana, participou de uma entrevista no Jornal da Noite, onde abordou a actuação da corporação em meio a um aumento das manifestações, algumas das quais têm degenerado em violência. 

Tsucana manifestou o orgulho que a PRM sente pelo seu trabalho, que considera essencial para a manutenção da ordem e segurança públicas.

“O nosso trabalho é sempre orgulhoso, porque é o trabalho que garante a ordem e segurança públicas e a circulação de pessoas e bens em segurança. As manifestações são fenómenos que de tempos em tempos acontecem, e nós temos que nos adaptar a estes fenómenos para repormos a ordem e garantirmos o curso normal das actividades sociais”, afirmou o vice-comandante.

A questão sobre a utilização de gás lacrimogéneo e balas verdadeiras pela polícia para dispersar manifestantes foi levantada durante a conversa. Em resposta, Tsucana esclareceu que a PRM não tem a intenção de impedir manifestações, e que qualquer impedimento se deve à legislação vigente. “A polícia não impede manifestações. Se há algum impedimento, tudo decorre da lei”, disse.

O vice-comandante foi questionado sobre a diferença na actuação da polícia entre as manifestações do partido Frelimo, que frequentemente celebram a vitória nas eleições, e as do partido de oposição, PODEMOS, que contestam os resultados eleitorais. Tsucana sublinhou que a actuação da PRM não é influenciada pelo partido em questão: “Quando trabalhamos, encontramos manifestantes ou indivíduos envolvidos em tumultos e, quando é assim, nós não perguntamos de que partido são. A nossa actuação não decorre do nome de partidos. Todos os que se manifestam têm que obedecer à lei, tal como nós obedecemos à lei”.

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Sobre a utilização de balas verdadeiras, Tsucana reiterou que esse não é o procedimento habitual da polícia. “A polícia em nenhuma manifestação devia usar balas. O nosso trabalho é, primeiro, a persuasão, em segundo, a intervenção, que visa debelar qualquer ação violenta, mas usando medidas de forma gradativa. É verdade que há uma ou outra circunstância em que tenham sido usadas balas verdadeiras, mas essas situações devem ser revistas”, afirmou.

Por fim, a questão da segurança transmitida pela polícia aos cidadãos foi levantada, mas Tsucana optou por não responder directamente. Em vez disso, fez um apelo à população para retomar as suas actividades diárias, garantindo que a PRM estará presente para assegurar a ordem e a segurança. “Queremos apelar aos cidadãos para voltarem ao trabalho e retomem as suas actividades. A polícia vai garantir a ordem e a sua segurança”, concluiu.

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