Na passada quarta-feira, durante um encontro público com eleitores na Pensilvânia, a candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos, Kamala Harris, não hesitou em qualificar o antigo Presidente Donald Trump como um fascista.
A resposta afirmativa da Vice-Presidente surgiu após uma pergunta incisiva de um jornalista da CNN, que questionou directamente se Harris considerava Trump sob tal definição.
“Sim”, respondeu Harris, de forma categórica, deixando claro o seu desacordo com a postura do seu rival republicano.
A questão foi levantada no contexto de declarações recentes de John Kelly, ex-chefe de gabinete de Trump, que reportou que o ex-Presidente tinha afirmado que Adolf Hitler “fez algumas coisas boas”. A afirmação polémica gerou forte reacção e abriu espaço para um debate fervoroso sobre a retórica utilizada por Trump.
Em um discurso dramático proferido em Washington, Kamala Harris enfatizou que Donald Trump se encontrava “cada vez mais desequilibrado” e almejava “poder absoluto”. A Vice-Presidente descreveu como “profundamente perturbador e incrivelmente perigoso” o facto de Trump estar a evocar figuras históricas como Hitler em suas intervenções.
Por sua vez, o candidato republicano não poupou esforços em desacreditar a adversária, chamando-a de fascista, além de marxista e comunista, numa tentativa de desviar a narrativa em sua direcção.
O embate entre os dois candidatos promete intensificar-se à medida que as eleições se aproximam, com ambos os lados a utilizarem retóricas fortes para galvanizar os seus apoiantes. A tensão política continua a crescer nos Estados Unidos, à medida que se avizinham as eleições presidenciais de 2024.
















