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Campanha de vacinação contra a poliomielite em Gaza atinge 160 mil crianças imunizadas

A campanha de vacinação contra a poliomielite em Gaza, lançada com urgência devido ao ressurgimento do vírus na região, já alcançou 158.992 crianças, que receberam a primeira dose da vacina nos primeiros dois dias da operação, informou o Ministério da Saúde. 

O esforço visa imunizar cerca de 640.000 crianças menores de 10 anos em todo o enclave e aumentar a taxa de cobertura vacinal, que caiu para 89% em 2023 devido ao impacto devastador da guerra.

O Ministério da Saúde declarou na noite de segunda-feira que a campanha continua na província central de Gaza, com forte adesão por parte da população. As organizações responsáveis pela iniciativa, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), tinham como meta inicial vacinar cerca de 157.000 crianças na região central de Gaza. Esta meta foi superada com sucesso antes do fim da operação nesta área, que está previsto para daqui a dois dias.

Segundo a OMS, a vacinação prosseguirá no centro de Gaza até quarta-feira, antes de se deslocar para a região sul do enclave na quinta-feira. A campanha continuará no sul durante mais quatro dias e, em seguida, será estendida à zona norte da Faixa de Gaza. A vacina está a ser administrada por via oral em duas doses, e as autoridades planeiam realizar uma segunda ronda de imunização no final de Setembro para garantir a protecção completa das crianças.

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Bisma Akbar, porta-voz da OMS, informou à agência noticiosa EFE que, durante os dois primeiros dias de vacinação, não foram registados incidentes de segurança.

A operação foi facilitada por pausas humanitárias acordadas com o exército, permitindo que os habitantes de Gaza se dirigissem aos centros de vacinação em segurança, entre as 06:00 e as 14:00.

Gaza esteve livre da poliomielite durante 25 anos, até que, a 16 de Agosto, o Ministério da Saúde palestiniano confirmou um caso num bebé de 10 meses, nascido pouco antes do início da guerra, que não tinha sido vacinado.

As autoridades locais atribuem o ressurgimento do vírus às precárias condições de vida na região, exacerbadas pelo conflito, incluindo a superlotação, a escassez de água potável e produtos de higiene, bem como a falta de saneamento básico.

Com o esforço concentrado das organizações de saúde e da comunidade internacional, espera-se que a campanha de vacinação consiga travar o avanço da poliomielite em Gaza, protegendo as crianças do enclave contra esta grave ameaça.

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