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Trump reforça segurança em comícios com vidro à prova de balas após atentado

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passará a realizar os seus comícios ao ar livre atrás de vidros à prova de balas, uma medida que será implementada pelo Serviço Secreto dos EUA após o atentado ocorrido a 13 de Julho. Nesse incidente, Trump foi ferido de raspão na orelha por um disparo.

O Serviço Secreto, que normalmente reserva este tipo de protecção para presidentes e vice-presidentes em exercício, decidiu aplicar a medida também a Trump, considerando a gravidade do ocorrido. A última vez que uma protecção similar foi utilizada fora do contexto presidencial foi em Novembro de 2008, quando Barack Obama, então senador, fez um discurso em Chicago para celebrar a sua vitória nas eleições presidenciais.

Desde o tiroteio em Butler, Pensilvânia, Trump tem evitado eventos ao ar livre. Contudo, durante um comício em Harrisburg, Pensilvânia, esta semana, o ex-presidente afirmou que “não vamos desistir dos comícios ao ar livre”, demonstrando a sua determinação em continuar a campanha nos moldes tradicionais.

Um oficial do Serviço Secreto revelou ao Washington Post que a agência já começou a posicionar painéis de vidro balístico em várias partes do país, facilitando o transporte e instalação nas futuras aparições públicas de Trump. Além disso, foi confirmado que esta protecção também será utilizada nos eventos externos da vice-presidente Kamala Harris, que concorre contra Trump na corrida presidencial.

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O ataque contra Trump resultou na morte de um dos seus apoiantes, e o autor dos disparos foi abatido pelo Serviço Secreto. A directora do Serviço Secreto, Kimberly Cheatle, demitiu-se do cargo dez dias após o atentado, substituída interinamente por uma nova directora do FBI, que classificou o tiroteio como “uma falha” nos serviços de segurança. A responsável sublinhou que os agentes deveriam ter assegurado uma melhor cobertura do telhado de onde os disparos foram efectuados.

Foi ainda criada uma força-tarefa na Câmara dos Representantes para investigar o incidente, que deverá apresentar as suas conclusões até 13 de Dezembro.

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