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“Boss Navara” condenado a 27 anos de prisão e multa milionária em Moçambique

O Tribunal Judicial da Província de Maputo proferiu, na sexta-feira, uma sentença histórica ao condenar Ernesto Valoi, mais conhecido como “Boss Navara”, a uma pena de 27 anos de prisão.

Além da pena de reclusão, Valoi foi condenado ao pagamento de uma multa correspondente a 16 anos de prisão, ao pagamento de uma indemnização de 11 milhões de meticais ao Estado e à perda de bens no valor de 9 milhões de meticais, que reverterão a favor do Estado.

“Boss Navara” é amplamente reconhecido como um dos mais proeminentes caçadores furtivos em Moçambique, sendo a sua captura e condenação um marco importante na luta contra a caça ilegal e o tráfico de espécies protegidas no país.

A juíza responsável pelo caso também condenou Paulo Zucula a 24 anos de prisão, impondo-lhe igualmente uma multa correspondente a 16 anos de prisão, o pagamento de uma indemnização de 4 milhões de meticais ao Estado e a perda de bens avaliados em 17 milhões de meticais, que serão igualmente revertidos a favor do Estado.

Durante o julgamento, foram considerados provados os crimes de compra e venda de espécies protegidas, que resultaram numa pena de 16 anos de prisão; associação criminosa, com uma pena de 8 anos; e branqueamento de capitais, punido com mais 16 anos de prisão.

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Após três adiamentos consecutivos, a sentença foi finalmente lida na sexta-feira, 16 de agosto de 2024. Ernesto Valoi, conhecido como “Boss Navara”, e Paulo Zucula Júnior enfrentaram uma vasta lista de acusações, incluindo associação criminosa, uso de armas proibidas, branqueamento de capitais, exposição de pessoas ao perigo, uso de documentos falsos, financiamento ao terrorismo, venda e compra ilegal de armas e veículos, caça furtiva, e comércio ilícito de recursos faunísticos e espécies protegidas. Ambos os réus foram também implicados em homicídios e outros crimes graves cometidos na África do Sul.

O julgamento, conhecido como “Caso Navara”, iniciou-se a 26 de dezembro de 2023 e destacou-se pela sua complexidade, culminando numa condenação que representa um passo significativo na aplicação da justiça e na proteção da vida selvagem em Moçambique.

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