O Serviço Provincial de Migração de Manica interceptou e neutralizou um grupo de 27 cidadãos de nacionalidade malawiana que se encontravam em Moçambique sem a documentação necessária para o exercício de actividades laborais.
Estes imigrantes, cujas idades variam entre 20 e 40 anos e incluem mulheres com crianças recém-nascidas, foram encontrados na Estrada Nacional Número Um (EN1), na província de Manica, enquanto se dirigiam para Maputo.
O porta-voz do Serviço Provincial de Migração, Abílio Mate, revelou que os indivíduos possuíam documentos que permitiam a sua entrada no país, mas que eram insuficientes para qualquer actividade profissional. Os imigrantes foram inicialmente detidos no posto de fiscalização de Guro, em Manica, no dia 20 de Julho, e depois transferidos para a província de Tete. No entanto, quatro dias depois, foram novamente interceptados em Inchope, quando tentavam prosseguir a viagem.
Mate explicou que os documentos que os imigrantes possuíam permitiam apenas a sua permanência temporária em Moçambique, não conferindo direitos para trabalho. Os cidadãos, ao serem questionados, afirmaram que pretendiam ir a Maputo em busca de emprego e melhores condições de vida, mas não tinham um destino fixo nem meios para a sua subsistência. Além disso, os documentos que possuíam apenas lhes garantiam uma estadia de 30 dias no país.
Actualmente, estão a ser realizados os procedimentos para o repatriamento dos imigrantes para o Malawi. O Serviço Provincial de Migração de Manica já repatriou mais de 100 cidadãos este ano, incluindo malawianos, etíopes, nigerianos, somalis e bengalis, que entraram ilegalmente em Moçambique, frequentemente através dos postos fronteiriços da província de Tete.















