Após enfrentar um mês debaixo de água devido às intensas cheias que assolaram a cidade, Porto Alegre inicia um gradual processo de retorno à normalidade.
As chuvas torrenciais que começaram no final de Abril causaram uma devastação sem precedentes, resultando na perda de vidas, com pelo menos 172 pessoas mortas, 44 desaparecidas e mais de 650 mil desalojadas.
A capital do estado brasileiro do Rio Grande do Sul, lar de quase um milhão e meio de habitantes, foi severamente impactada pelas enchentes históricas. Neste contexto desafiador, a retomada dos serviços de transporte colectivo representa um passo crucial na reconstrução da vida na cidade.
Na quarta-feira, os dois maiores terminais de transporte colectivo localizados no centro histórico de Porto Alegre foram reabertos, ainda que de forma parcial. Antes das inundações, esses terminais operavam mais de 5500 viagens diárias, agora reduzidas para cerca de 3500 devido às áreas ainda inundadas, como o bairro Sarandi, na zona norte da cidade.
Na próxima sexta-feira, 7 de Junho, está programada a reabertura da Estação Rodoviária Central, também localizada no centro da cidade. A estação, que foi totalmente submersa pelas águas do Rio Guaíba, está passando por processos de limpeza e reparo para retomar suas operações, conectando Porto Alegre a dezenas de outras cidades do Rio Grande do Sul.
Simultaneamente, iniciou-se nesta quarta-feira a demolição do primeiro dos três corredores humanitários construídos emergencialmente pela prefeitura. Esses corredores, elevados acima do nível das cheias, foram utilizados exclusivamente para o tráfego de veículos de emergência e transporte de ajuda humanitária.
No entanto, ainda há desafios a serem enfrentados. A rede de comboios suburbanos permanece paralisada devido à destruição das três principais estações e danos significativos nos trilhos. Actualmente, os comboios operam apenas entre cinco cidades na região metropolitana de Porto Alegre, com capacidade reduzida e velocidade limitada por questões de segurança.
A reconstrução da infraestrutura e a normalização dos serviços de transporte são essenciais para Porto Alegre superar os impactos das cheias e iniciar o processo de recuperação.
















