Durante a comemoração do 80º aniversário do desembarque dos Aliados na Normandia, na II Guerra Mundial, o Papa Francisco fez um apelo enfático sobre a iminente possibilidade de um novo “conflito generalizado”.
“Se durante várias décadas a memória dos erros do passado apoiou a firme determinação de fazer todo o possível para evitar um novo conflito mundial aberto, constato com tristeza que hoje já não é assim e que os homens têm memória curta”, lamentou o Papa Francisco numa carta dirigida ao bispo de Bayeux, D. Jacques Habert.
O Papa Francisco expressou grande preocupação com que a possibilidade de um conflito generalizado está a ser novamente considerada de forma séria. Segundo ele, “as pessoas estão a habituar-se gradualmente a esta possibilidade inaceitável”.
“As pessoas querem a paz”, reforçou o pontífice, que denuncia frequentemente as consequências daquilo a que chama a “terceira guerra mundial em pedaços”. Francisco sublinhou que a destruição da ordem mundial por ambições ideológicas, nacionalistas e económicas é uma grave ofensa perante a humanidade e perante a História, além de ser um pecado perante Deus.
Na carta escrita em francês, sem mencionar directamente os países actualmente em conflito, o Papa prestou homenagem às “inúmeras vítimas civis inocentes” e aos soldados “que deram heroicamente a sua vida”. Ele recordou o “colossal e impressionante esforço colectivo e militar” realizado para restabelecer a liberdade.
As comemorações do desembarque do “Dia D”, a 6 de Junho de 1944, em França, vão reunir os principais líderes ocidentais junto ao Presidente francês, Emmanuel Macron. O objectivo é demonstrar a unidade ocidental, tendo como pano de fundo a guerra na Ucrânia.














