O Comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, desafiou a imprensa a apresentar provas de que a polícia usou força para dispersar os antigos agentes do Serviço Nacional de Segurança Popular (SINASP), que estiveram acampados em frente aos escritórios das Nações Unidas durante quase uma semana.
Segundo Rafael, a operação visou proteger a saúde dos manifestantes e dos utentes da via, negando qualquer agressão policial. Além disso, justificou a detenção de uma jornalista que alegadamente criava agitação.
Quatro dias após a operação, que incluiu a retirada forçada dos manifestantes, a PRM reagiu às acusações de violência, sublinhando que a abordagem foi pacífica e com o objetivo de preservar a saúde pública. Rafael explicou que os manifestantes foram convidados a abandonar o local de forma ordeira.
Relativamente à alegada detenção e/ou rapto da jornalista e activista social Sheila Wilson, o Comandante-geral afirmou que a medida foi tomada para garantir a ordem pública. Rafael reiterou que não houve agressão por parte da polícia e desafiou a imprensa a demonstrar o contrário.
Entidades nacionais e internacionais condenaram os relatos de violência contra jornalistas e apelaram às autoridades moçambicanas para investigarem os incidentes, responsabilizando os autores.