O ex-presidente sul-africano, Jacob Zuma, dirigiu críticas severas ao actual presidente, Cyril Ramaphosa, pelos altos níveis de pobreza que afectam o país. Durante o lançamento do seu novo manifesto para as eleições gerais, Zuma comprometeu-se a criar empregos e combater o crime.
Num discurso proferido perante milhares de apoiantes no Estádio Orlando, em Joanesburgo, Jacob Zuma prometeu a construção de fábricas, a criação de emprego para os sul-africanos e a implementação de educação gratuita para os jovens. Ele também sugeriu alterações à Constituição para devolver mais poder aos líderes tradicionais, argumentando que o seu papel foi diminuído em detrimento dos magistrados e juízes.
O partido de Zuma, uMkhonto weSizwe, fundado em Dezembro do ano passado, tornou-se um actor importante nas próximas eleições sul-africanas. O partido está actualmente envolvido numa disputa legal com a Comissão Eleitoral Independente do país.
Zuma atribui a pobreza ao elevado índice de criminalidade na África do Sul e promete combater este flagelo através da melhoria das condições de vida dos cidadãos. Ele afirma que o seu partido visa conquistar mais de 65% dos votos nas eleições de Maio.
Os sul-africanos irão às urnas no dia 29 de Maio, e o manifesto de Zuma, com promessas de desenvolvimento económico e social, visa ganhar o apoio do eleitorado insatisfeito com a actual administração.















