Pelo menos 13 imigrantes moçambicanos foram detidos pelas autoridades sul-africanas por suspeita de envolvimento em atividades de mineração ilegal, informou a Polícia Sul-Africana (SAPS) à agência de notícias Lusa na segunda-feira.
As detenções ocorreram entre sexta-feira e domingo nas províncias de Gauteng, onde se localiza Joanesburgo, e Mpumalanga, no nordeste da África do Sul.
A operação envolveu várias unidades operacionais da polícia, departamentos governamentais e militares da Força Nacional de Defesa Sul-Africana (SANDF), visando combater a mineração ilegal em diversas regiões do país, conhecido por ser um dos principais produtores globais de ouro, platina e diamantes.
Em Gauteng, 23 indivíduos foram detidos, incluindo seis moçambicanos, 14 zimbabueanos, dois malauianos e um sul-africano. Na província de Mpumalanga, foram presas 15 pessoas, com idades entre 18 e 51 anos, desmantelando uma rede clandestina de mineração de ouro numa fazenda agrícola nos arredores da cidade de Nelspruit (atual Mbombela).
A polícia apreendeu uma variedade de equipamentos utilizados nas atividades ilegais, como geradores, bombas de água, cilindros de gás e martelos pneumáticos. Além das acusações relacionadas à mineração ilegal, os suspeitos também enfrentam acusações de violação das leis de imigração sul-africanas.
A África do Sul, além de enfrentar altos índices de violência, também lida com o desafio crescente dos mineiros ilegais, segundo o comissário nacional da SAPS, Fannie Masemola. Em agosto, as autoridades sul-africanas anunciaram a detenção de pelo menos 79 moçambicanos, entre um total de cerca de 1.200 mineiros ilegais detidos desde abril de 2022, no contexto do combate à mineração ilegal em várias províncias do país.
















