A Coreia do Sul enfrenta uma crise no sistema de saúde com a greve de mais de 8.800 médicos internos em protesto contra uma reforma do governo que visa aumentar o número de estudantes de medicina no país.
A indisponibilidade dos médicos para trabalhar causa perturbações significativas em vários hospitais, cancelamentos de cirurgias e angústia em pacientes com doenças graves.
Os médicos internos opõem-se à reforma proposta pelo presidente Yoon Suk Yeol, que prevê um aumento de 65% no número de estudantes admitidos nas escolas médicas a partir de 2025. Argumentam que esta medida resultará em:
- Queda no nível profissional dos futuros médicos: Aumento do número de estudantes sem a devida qualificação e experiência.
- Prejuízo na qualidade dos cuidados: Menor atenção individualizada aos pacientes e sobrecarga do sistema.
Impacto da Greve
71% dos médicos internos aderiram à greve, de acordo com fontes oficiais.
7.813 médicos não compareceram ao trabalho hoje, cinco vezes mais do que no primeiro dia da greve.
50% das cirurgias agendadas para hoje foram canceladas nos cinco principais hospitais do país.
Pacientes com doenças graves expressam angústia e preocupação com a interrupção dos seus tratamentos.
O governo considera a greve ilegal e exige o regresso dos médicos aos hospitais. Argumenta que a reforma é necessária para preparar o país para atender uma população cada vez mais idosa e suprir a falta de médicos: O governo estima que faltarão 15 mil médicos até 2035 se nada for feito.
















