A marcha de milhares de agricultores em direção à capital da Índia, Nova Deli, retomou na quarta-feira, após a rejeição de um plano do governo para garantir preços mínimos de venda para suas culturas.
A polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, intensificando a tensão entre o governo e o setor agrícola.
A comissão de negociação dos agricultores recusou na segunda-feira a proposta do governo, que oferecia preços mínimos de venda para um conjunto de culturas, como leguminosas, milho e algodão, durante cinco anos. Os líderes do movimento consideraram a oferta “inadequada” e “sem interesse para os agricultores”.
Após a recusa da proposta, os agricultores, muitos dos quais em tratores, retomaram a marcha em direção à capital. A polícia, em resposta, utilizou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, gerando confrontos em Haryana, um dos estados pelos quais a marcha passava.
Organizados por vários sindicatos, os agricultores exigem, entre outras medidas, que os preços mínimos de venda para todas as culturas sejam garantidos por lei. Essa medida visa proteger os produtores das flutuações do mercado e garantir um rendimento justo para seus produtos.
Os protestos dos agricultores na Índia não são novos. Em 2020 e 2021, milhares de agricultores acamparam por quase 15 meses nas fronteiras de Nova Deli em resposta a uma reforma agrária promovida pelo governo. A principal reivindicação na época era a garantia de preços mínimos de venda. O governo cedeu à pressão e revogou a lei, mas os sindicatos consideram que as promessas não foram cumpridas.
A intensificação dos protestos coloca o governo sob pressão para encontrar uma solução para as demandas dos agricultores. O impasse pode ter um impacto significativo na economia indiana, especialmente no setor agrícola, que é crucial para o país. A situação exige diálogo e medidas concretas por parte do governo para evitar que os protestos se expandam e se tornem mais violentos.
















