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Ministro da Defesa da Libéria renunciou ao cargo poucos dias após assumir o cargo

O ministro da Defesa recém-nomeado da Libéria, Prince Charles Johnson III, apresentou a sua demissão, cerca de dez dias após tomar posse, em resposta a manifestações lideradas por mulheres de soldados, anunciou a Presidência do país.

O Presidente Joseph Boakai aceitou a carta de demissão e nomeou a general Geraldine Janet George como ministra da Defesa interina.

Esta demissão ocorre como a primeira crise política enfrentada por Boakai desde a sua posse, em 22 de janeiro. Johnson alegou “perturbação política e civil causada pelo protesto de mulheres, retratadas como esposas de militares”, como motivo para sua renúncia, expressando o desejo de “preservar a paz e a segurança”.

As mulheres dos militares bloquearam estradas em torno de Monróvia, a capital, e em outras regiões do país, forçando o cancelamento das celebrações do dia nacional dedicado às forças armadas.

As manifestantes levantaram uma série de queixas, incluindo baixos salários e pensões, falta de cobertura da segurança social, ausência de eletricidade e corrupção nas forças armadas. Elas também exigiram a demissão do ministro da Defesa, a quem atribuíram a redução dos salários dos soldados liberianos que regressaram da missão de paz no Mali.

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Em resposta, Boakai ordenou ao exército que remove imediatamente os bloqueios de estrada. Ele também se reuniu com as mulheres dos soldados, prometendo analisar cuidadosamente suas queixas e formar uma comissão para abordar as questões levantadas. Outras medidas incluíram a restauração do fornecimento de eletricidade no quartel Edward Binyah Kesselly e a oferta de aulas gratuitas na escola local.

A Presidência destacou que, apesar de estar apenas no cargo há 20 dias, Boakai já tomou medidas imediatas para resolver problemas que persistiram durante mais de cinco anos, durante o mandato do seu antecessor, George Weah.

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