O presidente do Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique (EDM), Marcelino Gildo, confirmou que há técnicos da empresa envolvidos em esquemas de montagem de redes clandestinas de fornecimento de energia eléctrica no país.
Gildo disse que a EDM está a trabalhar com a Polícia da República de Moçambique para desmantelar estas redes e identificar os responsáveis, incluindo os técnicos da empresa.
A título de exemplo, Gildo referiu que a EDM já desmantelou uma rede clandestina de fornecimento de energia eléctrica na província de Tete. Nesse caso, foram detidos alguns cidadãos, incluindo um técnico da EDM.
Os bairros Mpaduè, Samora Machel, Mateus Sansão Muthemba, Filipe Samuel Magaia e Josina Machel na cidade de Tete, são os que registam mais casos de roubo e vandalização de infra-estruturas eléctricas.
O mesmo ocorre nos bairros Primeiro de Maio, Nhachere e 25 de Setembro no distrito de Moatize, província de Tete, como também um pouco pelo país.
Alumínio e cobre são os principais elementos extraídos para a comercialização no estrangeiro.
A EDM calcula que os prejuízos acumulados durante o ano passado de 2023 em cerca de 30 milhões de meticais decorrentes do roubo e vandalização de suas infra-estruturas em todo o país.
O envolvimento de técnicos da EDM em redes clandestinas de fornecimento de energia é um grave problema, que pode colocar em risco a segurança das pessoas e das próprias instalações da empresa.
A EDM deve reforçar as medidas de controlo para prevenir e combater este tipo de crime.
Os cidadãos também devem estar atentos a estas práticas e denunciar quaisquer suspeitas às autoridades.













