Um tribunal de Mombaça, no Quénia, acusou o pastor Paul Nthenge Mackenzie de homicídio involuntário, após a morte de 429 seguidores da sua seita evangélica.
Mackenzie e 94 réus, incluindo a sua mulher, responderam “inocente” aos 238 casos de “homicídio involuntário” de que são acusados.
Os procuradores alegam que o pastor e os seus seguidores se reuniram na floresta de Shakahola, na costa queniana, para jejuar até à morte, acreditando que isso os levaria a encontrar Jesus antes do fim do mundo.
As autópsias revelaram que a maioria das vítimas morreu de fome, mas algumas também foram estranguladas, espancadas ou sufocadas.
Mackenzie está detido desde abril de 2023, um dia depois de terem sido descobertas as primeiras vítimas.
Além de homicídio involuntário, o pastor também é acusado de “facilitar a prática de um ato terrorista”, “posse de um artigo relacionado com uma infração ao abrigo da Lei de Prevenção do Terrorismo”, “participação em atividades criminosas organizadas” e “radicalização”.
A audiência para examinar as acusações de homicídio está marcada para 06 de fevereiro.
O caso de Paul Mackenzie chocou o Quénia, país de religião predominantemente cristã.















