Milhares de pessoas estão sitiadas em Nguawala, no distrito de Macossa, na província de Manica, devido à subida dos caudais de rios sazonais e a queimadas descontroladas.
As enchentes cortaram a circulação rodoviária dos principais acessos a Nguawala, isolando todo o posto administrativo do resto do distrito e província.
“Neste período chuvoso, Nguawala tem este problema de facto, fica sem comunicação durante algum tempo. A sede de Ngawala está toda ela sitiada”, disse António Dinis, administrador distrital.
As queimadas descontroladas, por outro lado, destruíram 44 casas e 36 celeiros precários, deixando 330 pessoas sem abrigo e sem alimentos.
“Muitas pessoas alimentam-se de mangas e tubérculos silvestres”, disse Lázaro Tauzene, um morador local.
Perante a situação, as autoridades equacionam a colocação de duas pontes metálicas sobre os rios Vunduzi e Mwavi, para se ultrapassar o problema de isolamento sazonal da região.
As enchentes e queimadas têm um impacto devastador na vida das pessoas afetadas.
Além de provocar o isolamento das comunidades, as enchentes também podem causar danos a infraestruturas, como pontes e estradas, dificultando o acesso a serviços básicos, como saúde e educação.
As queimadas, por outro lado, podem destruir plantações, casas e florestas, levando à perda de meios de subsistência e à insegurança alimentar.
As autoridades devem implementar medidas de prevenção para reduzir o impacto das enchentes e queimadas.
Entre estas medidas, estão a construção de infraestruturas de proteção, a sensibilização das comunidades para os riscos e a promoção de práticas agrícolas sustentáveis.
As comunidades também podem tomar medidas individuais para reduzir o risco de serem afetadas por estes fenómenos, como a construção de casas em locais elevados e a limpeza das áreas circundantes para reduzir a propagação do fogo.

















