As autoridades somalis anunciaram, esta segunda-feira, que um líder de topo do grupo extremista al-Shabab foi morto, sábado, numa operação conjunta do Exército Nacional da Somália e forças parceiras internacionais.
Segundo a Efe, a captura de Abdullahi Nadir era objecto de uma recompensa de três milhões de dólares por parte dos Estados Unidos e o Go-verno somali descreveu-o como “um dos membros mais importantes do al-Shabab”. Abdullahi tinha estado próximo do antigo emir de al-Shabab, Ahmed Abdi Godane, e do actual líder Ahmed Diriye.
O Presidente da Somália declarou recentemente “guerra total” contra a organização, que tem milhares de combatentes e controla grandes partes do Sul e Centro da Somália. O grupo apoia-se, em parte, extorquindo residentes, empresários e viajantes, de acordo com os residentes.
O al-Shabab, um grupo filiado desde 2012 na rede al-Qaeda, realiza frequentemente ataques terroristas na capital somali, Mogadíscio, e outras partes da Somália para derrubar o Governo central – apoiado pela comunidade internacional – e estabelecer pela força um Estado islâmico ao estilo Wahhabi (ultraconservador).
O grupo jihadista controla áreas rurais no Centro e Sul da Somália e também ataca países vizinhos, como o Quénia e a Etiópia.
No sábado, um general da Polícia somali foi morto por um engenho explosivo a cerca de 30 quilómetros de Mogadíscio, capital do país, numa operação contra os ex-tremistas do Al-Shabab, anunciaram o Primeiro-Ministro e o porta-voz da Polícia, citados pela Reuters.
O general Farhan Mohamud Adan foi morto pela detonação de um engenho explosivo perto da aldeia de Basra, controlada pelo al-Shabab. O militar, que liderava o Comando Central da Polícia de Mogadíscio, tinha realizado diversas operações contra o grupo extremista. “Que Deus aceite o martírio do general Farhan Mohamud Adan, implicado na libertação de Bas Shabele e da aldeia de Basra”, escreveu em comunicado o Primeiro-Ministro, Hamza Abdi Barre.















