Várias mulheres marroquinas reuniram-se, na última quarta-feira, para protestarem à porta do parlamento pelo direito ao aborto, semanas depois da morte de uma jovem adolescente, Maryam, que perdeu a vida numa vila devido a uma interrupção de gravidez feita de modo clandestino.
De acordo com o Africanews, a manifestação decorreu no Dia Mundial do Aborto, num país onde a prática não está legalizada, podendo incorrer num crime que vai até aos cinco anos de prisão, excepto no caso da vida da mulher correr perigo.
“Existem muitas mulheres que morrem todos os meses, todos os anos pela mesma razão, porque os abortos são feitos clandestinamente, e elas não são ouvidas, nem são consideradas. São tidas como não honradas, mas estamos aqui para honrar Maryam, e outras que como ela morreram”, disse a activista Sarah Benmoussa, entrevistada pela mesma fonte.
Os protestos prosseguiram com cartazes onde se podia ler “Somos todos Maryam”, as vozes clamavam para que a interrupção da gravidez se torne numa opção legal para as mulheres.
“Ter uma criança tem de ser uma escolha para as mulheres”, concluiu Sarah, frisando que as activistas vão continuar a lutar para criar um ambiente saudável e estável para todas aquelas que se venham a encontrar nesta situação indesejada.
Palavras partilhadas por outra manifestante, uma jornalista de 23 anos, chamada Khaoula, que sublinha que “estamos aqui porque as nossas vozes importam e cada ser humano deve ser capaz de poder controlar o próprio corpo”, disse.















