Internacional Burkina Faso: Populares exigem retirada dos militares franceses

Burkina Faso: Populares exigem retirada dos militares franceses

Centenas de manifestantes reuniram-se, este domingo, do lado de fora do memorial do ex-Presidente Thomas Sankara, em Ouagadougou, para rejeitar a presença dos militares franceses no país, revelou a France Press (AFP).

Símbolo da revolução do Burkina Faso, Sankara foi assassinado durante um golpe liderado por Blaise Compaore, que esteve próximo da França até à sua queda em 2014.

Uma coligação recém-formada, M30 Naaba Wobgo, pediu o término dos Acordos de Cooperação com a França. “A França apega-se miseravelmente ao seu antigo império colonial africano, que saqueia, explora os recursos e instiga golpes, mata os seus chefes de Estado, inflama o terrorismo e alimenta guerras e genocídios”, disse Yéli Monique Kam, presidente do Movimento M30 quando falava ontem aos manifestantes, que seguravam faixas com os dizeres “Abaixo a União Europeia, a conquista da França”, “A França é imperialista, tirana, parasita, fora” e “Não aos Acordos de Cooperação com a França”.

O Movimento anunciou uma manifestação para 12 de Agosto para exigir “o fim da política francesa em todas as formas e a saída do embaixador francês”. Estas acções ocorrem apenas alguns dias depois que Emmanuel Macron ter terminado a digressão por três países africanos: Camarões, Benin e Guiné-Bissau, numa tentativa de “renovar as relações com os países da região”.

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Na semana passada, as Forças Armadas do Burkina Faso anunciaram a morte de 15 terroristas numa operação na sequência de um ataque realizado na terça-feira contra um destacamento em Kelbo (Norte) que resultou na morte de dois militares, noticiou o site Notícias ao Minuto.

O Exército anunciou, em comunicado, que a “contra-ofensiva” foi lançada após a “resposta vigorosa” ao ataque e detalhou que “foi enviado apoio aéreo para interceptar o grupo de assaltantes que tentou fugir”.

O Exército pediu às forças burkinabes “que mantenham a dinâmica, que torna cada vez mais difícil a situação dos grupos terroristas armados”.

O Burkina Faso registou a partir de 2015 um aumento significativo de ataques, desencadeados pelo Movimento ligado à Al-Qaeda e do Estado Islâmico. Os ataques também contribuíram para o aumento da violência entre comunidades e fizeram com que surgissem grupos comunitários de auto-defesa.

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