Sociedade Detidos supostos “intermediários” dos raptos na Cidade de Maputo

Detidos supostos “intermediários” dos raptos na Cidade de Maputo

Cinco individuos encontram-se detidos acusados de serem os intermediários dos crimes de sequestro ocorridos na última semana.

Nenhum deles esteve no acto, mas têm relação com o carro usado para o efeito. “Os cinco indivíduos detidos são indiciados pelo crime de rapto que ocorreu no dia 06 de Abril, no bairro Sommerschield, cuja vítima é um cidadão moçambicano de origem asiática, de 24 anos de idade, sobre os quais há indícios bastantes de estes terem participado na identificação, localização e aquisição das viaturas usadas para a execução deste tipo legal de crime”, detalhou Hilário Lole, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), na Cidade de Maputo, citado pelo STV.

São dois carros e cinco detidos. Um era dono de uma das viaturas e os outros quatro estão envolvidos noutras. O mesmo carro foi vendido pelo seu primeiro proprietário para alguém que, por sua vez, precisou da ajuda de dois intermediários para revender. A venda aconteceu, mas nenhum dos quatro conhece o cliente final, esse que se suspeita que tenha sido o raptor.

“Eu, quando fui levar, o proprietário do carro já havia preenchido a sua parte e eu preenchi a minha. O cliente, no princípio, pagou pelo carro de noite. Era por volta das 19 horas. Ele disse que apareceria dia seguinte para a submissão da compra e venda na Belita (conservatória na Cidade de Maputo) ”, explicou-se um dos detidos.

Recomendado para si:  Menina de oito anos é assassinada pelo tio em Maputo

Na verdade, nenhum dos suspeitos aceita qualquer envolvimento com o crime. “Não tenho nenhum envolvimento neste crime”, negou o outro indiciado e o seu suposto comparsa alinhou na negação. “Eu não tenho nenhuma relação com isso.”

Os jornalistas não deixaram de questionar o porta-voz do SERNIC por que é que até aqui nenhum autor moral de raptos foi apresentado. Mas é mais do que isso, nenhum foi detido e a justificação está na ponta da língua.

“Este é um crime organizado e transnacional. Os autores morais, muitas vezes, são indivíduos que não se encontram no território nacional. Estamos a falar dos indivíduos que identificam as vítimas, orquestram e organizam estas acções” respondeu Hilário Lole, às perguntas da imprensa.

Sobre a participação dos agentes do SERNIC neste tipo de crimes, Hilário Lole informou que, no ano passado, foram detidos e expulsos sete deles por se terem envolvido em crimes de raptos.

Destaques da semana