O Sindicato Nacional dos Médicos de Angola suspendeu a greve iniciada a 21 de março. O presidente, Adriano Manuel, justifica a decisão com o elevado índice de mortalidade nos hospitais desde o início da paralisação.
Profissionais de saúde angolanos, de todo o país, estavam em greve há mais de um mês. Exigem a melhoria das condições de trabalho, aumentos salariais, o pagamento de subsídios e segurança, entre outros pontos.
Até agora, o Sindicato Nacional dos Médicos de Angola (SINMEA) e o Governo angolano não chegaram a um entendimento. A organização sindical apresentou, entretanto, queixa-crime contra cinco altos dirigentes da saúde, incluindo o secretário de Estado da Saúde Pública e Hospitalar e diretores de hospitais por “violação da lei da greve”.
Em entrevista a DW, Adriano Manuel, explica que os médicos tiveram de suspender o protesto devido ao alto índice de mortalidade nos hospitais. Segundo o sindicalista, foram contratados “médicos sem experiência” para substituir os que estavam em greve.
O nosso lado humano falou mais alto e achámos que devíamos [suspender o protesto] para permitir que o Governo voltasse à mesa negocial e, desta forma, diminuirmos a mortalidade que estava a acontecer nos hospitais. Vale realçar que o Governo contratou novos médicos, médicos sem experiência absolutamente nenhuma, ou com pouca experiência, alguns sem médicos experientes ao seu lado, e estava a aumentar a mortalidade em quase todos hospitais de Angola.
















