Internacional Africa Governo angolano preocupado com onda de ataques cibernéticos

Governo angolano preocupado com onda de ataques cibernéticos

Angola é um dos países mais afetados por ataques cibernéticos em todo o mundo, de acordo com dados do “Data Group”. Governo diz que faz o que pode, mas adverte que empresas têm um papel determinante na cibersegurança.

Entre janeiro e agosto deste ano, foram registadas mais de 500 denúncias de crimes nos meios informáticos em Angola, com destaque para as burlas nas redes sociais. Segundo o Serviço de Investigação Criminal (SIC), são crimes de investigação difícil, porque ainda faltam meios e legislação para combater o fenómeno.

Para o superintendente-chefe do SIC, Edgar Cuico, Angola deve aderir à convenção de Budapeste, acordo global sobre a cibercriminalidade, para permitir a recolha de provas e responsabilizar os criminosos.

Várias instituições, bancos e empresas têm sido alvo de ataques. Ainda em julho deste ano, o Banco de Poupança e Crédito (BPC) foi alvo de um ataque cibernético com origens desconhecidas, que provocou constrangimentos aos clientes.

Um caso semelhante aconteceu com a maior empresa do país, a Sonangol. Em junho de 2019, a petrolífera estatal foi alvo de um ataque que a deixou parcialmente paralisada durante, pelo menos, dois dias. Na altura, soube-se que os “hackers” tiveram acesso a informações privilegiadas de mais de 7 mil computadores da empresa.

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O especialista em ataques cibernéticos Alberto Afonso explica que uma das causas para este fenómeno é a negligência: os bancos e as empresas não adquirem produtos que os protejam de ameaças cibernéticas.

Devido à pandemia de Covid-19, o mundo empresarial angolano registou um aumento no uso das tecnologias de informação e comunicação, aumentando também os riscos de ataques cibernéticos.

Angola figura na lista dos cinco países que mais ataques têm sofrido em todo o mundo, segundo dados divulgados no início de outubro pela empresa Data Group, especialista em cibercriminalidade.

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