Sociedade Ministra da Justiça empossou nova Direção para Cadeia Feminina de Ndlavela

Ministra da Justiça empossou nova Direção para Cadeia Feminina de Ndlavela

A Ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos empossou nova diretora para Cadeia Feminina de Ndlavela, após a suspensão da direção anterior na sequência de denúncias da existência de casos de exploração sexual.

Hermínia Nhamuze vai substituir Albertina Dimande, afastada em junho durante investigações sobre as denúncias da existência de uma alegada rede de exploração sexual naquela cadeia situada na província de Maputo.

Após a denúncia avançada pela organização não-governamental Centro de Integridade Pública (CIP), a comissão criada para investigar o caso concluiu que houve abuso sexual de reclusas por guardas prisionais e “pessoas externas”, que entravam na prisão em festas promovidas ao fim de semana ou feriados, com complacência de altos funcionários da prisão.

No documento, apresentado quase um mês após a denúncia, a comissão indicou que encontrou elementos da existência de casos de funcionários prisionais que se aproveitam da condição vulnerável das reclusas, abusadas sexualmente, mas frisou que todos episódios ocorreram no interior da cadeia, contrariando as indicações da ONG, que alegou que as reclusas eram obrigadas a sair para se prostituírem.

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Segundo a ministra da Justiça, as mudanças nas direções dos estabelecimentos penitenciários visam evitar que casos similares voltem a acontecer em outras cadeias.

Lembre-se que, além de indicar uma nova diretora, o Ministério da Justiça de Moçambique decidiu também colocar apenas guardas prisionais mulheres na cadeia feminina de Ndlavela.

O Estabelecimento Penitenciário Especial para Mulheres de Maputo (conhecido como cadeia feminina de Ndlavela) alberga um total de 96 reclusas, distribuídas por oito celas, com capacidade para 20 pessoas cada.

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