O bilionário do setor agrícola e crítico do Governo chinês Sun Dawu foi condenado a 18 anos de prisão por vários crimes, informou um tribunal do norte da China.
O julgamento do mediático empresário autodidata, de 67 anos, e líder de um grupo especializado em agricultura, foi apontado pelos seus defensores como tendo sido de caráter político.
De acordo com um comunicado do Tribunal Popular de Gaobeidian, na província de Hebei, norte da China, Sun Dawu foi condenado a 18 anos de prisão e multado em 3,11 milhões de yuans (405.000 euros).
Sun foi acusado de “mineração ilegal”, “ocupação ilegal de terras agrícolas”, “obstrução do serviço público”, “aglomeração de multidões para agredir órgãos do Estado” ou “provocar distúrbios”. Esta última acusação costuma ser usada contra críticos do regime na China.
O magnata, familiares e funcionários foram presos, no final de 2020, após uma disputa de terras com uma quinta, propriedade do governo de Hebei.
Juntamente com a sua mulher, o empresário construiu uma das maiores empresas agrícolas da China, a partir de uma exploração com uns poucos frangos e porcos, nos anos 1980.
Também foi um firme defensor das reformas rurais e denunciou o devastador surto de gripe suína em 2019, publicando fotos de animais mortos, ante a lenta resposta das autoridades locais.
A sentença é uma das mais pesadas dos últimos anos contra um crítico do regime chinês. É igual ao infligido, no ano passado, a outro magnata, Ren Zhiqiang, condenado por corrupção.
Ren ousou comparar o Presidente chinês, Xi Jinping, a um “palhaço” pelo seu papel na luta contra a epidemia da covid-19. Sun Dawu também criticou veementemente as autoridades pela sua gestão da pandemia.
Um crítico regular das políticas rurais, Sun Dawu pediu que os agricultores tivessem mais liberdade para se organizarem e protegerem os seus interesses económicos.















