Os resgatados, de diferentes nacionalidades subsaarianas, tinham partido na manhã de segunda-feira da Líbia e estavam prestes a afundar-se devido ao forte vento que se fazia sentir, explicou o departamento.
Todos os migrantes foram transferidos para a base naval de Sfax, segunda maior cidade do país.
Na quinta-feira, a Comissária Europeia do Interior, Ylva Johansson, viajou para a Tunísia juntamente com a ministra do Interior de Itália, Luciana Lamorgese, para negociar com o Governo ajuda financeira em troca do reforço do controlo das suas fronteiras para “bloquear” partidas do Norte de África.
A representante europeia espera chegar a um acordo com a Tunísia e a Líbia antes do final do ano, no qual as autoridades se comprometam a devolver os migrantes não refugiados ao seu país e a repatriar os seus nacionais que chegaram à Europa de forma irregular.
Uma “chantagem” para tirar partido da fragilidade económica e social que atravessa o país do Magrebe, que atualmente está a negociar um novo empréstimo – o quarto desta última década -, com o Fundo Monetário Internacional no valor de 3.300 milhões de euros, conforme garantiu à Efe a ONG local Tunisian Forum for Economic and Social Rights, que acompanha de perto o fenómeno migratório.
Segundo a agência das Nações Unidas para os refugiados, o ACNUR, cerca de 23.500 pessoas conseguiram cruzar irregularmente o Mediterrâneo este ano em canoas e outras embarcações precárias e chegar às costas de Itália e de Espanha graças às máfias que operam na Tunísia, Argélia, Líbia e Marrocos.















