Helicópteros resgataram mais de 30 pessoas com sintomas de Covid-19 do acampamento base no Everest, de acordo com o alpinista polonês Pawel Michalski, membro da expedição rumo ao topo da montanha mais alta do mundo.
O tema preocupa interessados em escalar o monte há algum tempo, e especialistas acreditam que o local possa se tornar um “super transmissor” do coronavírus.
Em depoimento ao portal Blog da Escalada, Michalski se uniu a outras fontes, que preferiram não se identificar, mas estimam que ocorram 5 a 8 resgates por dia. De acordo com o jornal The New York Times, vários alpinistas tiveram que ser retirados às pressas do acampamento desde o primeiro caso confirmado, em 21 de Março.
O primeiro paciente estava com sintomas de edema pulmonar causado pela altitude, mas testou positivo para a doença causada pelo coronavírus após ser retirado do local de helicóptero e levado para o hospital da capital nepalesa, Katmandu.
Oficialmente, no entanto, as autoridades do país não confirmaram o número exato de infectados no monte. Recentemente, o Nepal emitiu 377 autorizações de escalada para estrangeiros que tentam subir o Everest este ano, quase o mesmo número emitido em 2019.
No acampamento base, placas e cordas carregam avisos para demarcar as diferentes equipes e encorajar todos a se manterem distantes.
“Tempestade perfeita”
Mesmo no auge da pandemia na Índia e sem controle do vírus no Nepal, o país asiático voltou a permitir que alpinistas subam o monte Everest. Os donos das empresas que levam turistas internacionais para escalar a montanha estão preocupados, uma vez que poucos alpinistas e equipes seguem as medidas de segurança.
Há pessoas vindo de todo o mundo. O Nepal não exige exame negativo ou quarentena dos viajantes, e os sintomas da Covid-19 são similares aos sentidos por causa da altitude. Sem certeza do diagnóstico, muitos alpinistas contaminados podem passar o vírus para outras pessoas.
















