O Centro de Recursos de Educação Inclusiva (CREI) de Anchilo, província de Nampula, debate-se com diversas dificuldades para cuidar dos utentes, no ensino, transporte e saúde.
O CREI de Anchilo alberga actualmente 323 estudantes, 133 dos quais raparigas adolescentes com necessidades especiais. Também acolhe 136 crianças que necessitam de cuidados especiais com deficiência visual, auditiva ou motora.
A directora pedagógica do estabelecimento, Jaimita Jaime, disse terça-feira, à margem de um seminário sobre educação inclusiva, que as dificuldades incluem material especializado, transporte e pessoal médico para o seu posto de saúde.
Jaimite Jaime detalhou que a falta de transporte expõe as crianças com necessidades especiais quando precisam de assistência médica, a despeito de possuir um posto de saúde próprio.
A directora deplorou o facto de algumas famílias abandonarem os seus educandos no centro como se fossem um fardo indesejável. Para além da província de Nampula, o CREI de Anchilo acolhe também crianças de Cabo Delgado e Niassa
A directora provincial do Género, Criança e Acção Social de Nampula, Albertina Ussene, promotora do seminário de reflexão sobre educação inclusiva, defende a necessidade de as famílias colaborarem com as autoridades na escolarização dos seus filhos com deficiência. (AIM)















