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PGR critica África do Sul pela demora na extradição do ex-ministro Manuel Chang

O Estado moçambicano protestou junto do Governo da África do Sul pela “demora” na decisão sobre a extradição do ex-ministro das Finanças Manuel Chang, disse a Procuradora-Geral da República (PGR), Beatriz Buchili.

“Manifestámos a nossa inquietação pela demora da decisão sobre a situação de um arguido [Manuel Chang] privado de liberdade, condicionado por uma decisão político-administrativa, com prejuízo na tramitação dos processos judicias que correm em Moçambique”, afirmou a PGR.

A justiça sul-africana deve decidir entre um pedido das autoridades moçambicanas e um outro da justiça norte-americana sobre a extradição de Manuel Chang, pelo seu papel nas chamadas dívidas ocultas.

A Procuradora-Geral da República revelou que Moçambique remeteu, no dia 29 de Dezembro de 2020, um ofício ao ministro da Justiça da África do Sul, Ronald Lamola, “em face da falta de decisão relativamente aos vários pedidos de extradição apresentados por Moçambique”.

“Reiterámos, ainda, a necessidade da decisão de extradição do arguido Manuel Chang para Moçambique, único país com jurisdição sobre o caso, uma vez que estão reunidos os requisitos legais para o efeito”, afirmou Buchili.

A PGR assinalou que o antigo ministro das Finanças é peça-chave para o prosseguimento do processo autónomo sobre as dívidas ocultas em que é arguido, mas na acção principal movida no âmbito do referido caso.

Além do processo autónomo em que é arguido Manuel Chang, a justiça moçambicana instaurou um outro processo autónomo em que são arguidos os banqueiros internacionais acusados de envolvimento no escândalo.

Em relação ao processo principal, Beatriz Buchili avançou que falta apenas a marcação da data do julgamento dos 18 arguidos pronunciados, dos quais sete aguardam em prisão preventiva e 11 em liberdade.

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