Quase sete anos depois de ter sido detido, José Sócrates ficou ontem (09) a saber se vai a julgamento. O juiz Ivo Rosa deu a conhecer ontem, o futuro de um processo que tem 28 arguidos e, no total, 189 crimes.
No grupo dos 28 arguidos encontra-se o antigo Primeiro-ministro socialista, José Sócrates, que é acusado de 31 crimes; entre os quais, corrupção passiva de titular de cargo político, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e falsificação de documento.
Sócrates é suspeito de ter recebido 34 milhões de euros em comissões ilícitas, enquanto chefiava o Governo português, e de as ter depositado em nome do seu primo José Paulo Pinto de Sousa e do seu amigo e empresário da construção civil, Carlos Santos Silva, para afastar eventuais suspeitas de si.
A leitura da decisão instrutória da Operação Marquês, foi marcada para tarde de ontem, no Campus da Justiça, em Lisboa.
O despacho tem mais de seis mil páginas. Na sala de audiências, a ouvir a extensa súmula que Ivo Rosa vai ler, estiveram mais de 30 advogados, 15 jornalistas, e dois procuradores.















