Internacional Marcelo Rebelo de Sousa considera “muito tentador defender desconfinar o mais rápido...

Marcelo Rebelo de Sousa considera “muito tentador defender desconfinar o mais rápido possível”

O Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, falou ao país, ontem (25), e disse que “é muito tentador defender desconfinar o mais rápido possível”, apesar da redução significativa do número de infecções e mortos nos últimos 15 dias.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, é preciso “que se estude e se prepare com tempo e bem o dia seguinte, sem precipitações, (…) para não se repetir o que já se conheceu. Planear o futuro é essencial, mas desconfinar a correr por causa dos números destes dias será tão tentador quanto leviano, até porque sabemos: os números crescem mais depressa do que descem”.

“Nesta situação é muito tentador defender que há que abrir e desconfinar o mais rápido possível, e as escolas seriam o setor mais proposto para o início da abertura”, afirmou Marcelo, enumerando as razões para que tal acontecesse. “A economia e a sociedade sofrem uma crise profunda, cultura, movimento associativo, hotelaria, restauração, muito comércio, sofrem ainda mais. A saúde mental está crescentemente abalada. As escolas vêem o segundo ano letivo atropelado”, reconheceu.

Recomendado para si:  Atentado de carro-bomba no Paquistão causa mortes de pelo menos 15 policiais

Os argumentos de quem defende um desconfinamento “têm lógica” e é “muito sedutor”.

“É mesmo o mais sedutor perante o cansaço destas exigentes semanas”, sublinhou o estadista. “Há, porém, um outro prato na balança: o número de internados ainda é quase o dobro do indicado por intensivistas que estão no terreno; o número de cuidados intensivos é mais do dobro do aconselhado para evitar riscos de um novo sufoco. Nunca se pode dizer que não há recaída (…)”.

Marcelo lembrou ainda, sobre esta matéria, que os números que nos colocaram como piores do mundo não são de há um ano ou de há meses, são de há um mês, três semanas. Tal como de há três semanas são as filas de ambulâncias à porta dos hospitais. “Pior mesmo (…) é se tivermos de regressar ao que acabamos de viver daqui a semanas ou meses”.

Destaques da semana