A campanha do presidente Donald Trump propôs que o Legislativo da Pensilvânia escolha o vencedor das eleições americanas no estado. Desta forma, o voto dos eleitores seria desconsiderado e a decisão ficaria nas mãos do legislativo local, controlado por republicanos.

As informações foram divulgadas pela Bloomberg. “Este tribunal deveria entrar com uma ordem [alegando] que os resultados das eleições presidenciais gerais de 2020 são defeituosos, permitindo que a Assembleia Geral da Pensilvânia escolha”, escreveu a campanha de Trump na queixa de 86 páginas apresentada ontem…

Líderes republicanos da Pensilvânia já afirmaram que desconsiderar o voto dos eleitores não é uma opção. Foi a vantagem na Pensilvânia que decretou Joe Biden como o 46º presidente dos Estados Unidos. Desde então, Trump vem insistindo na tese de fraude envolvendo cédulas enviadas pelo correio.

Sem apresentar provas, ele também afirmou que o método de voto “destruiu o sistema” eleitoral dos Estados Unidos. Na proposta, a campanha de Trump diz que a anulação da votação é uma alternativa contra as “dezenas de milhares de cédulas preenchidas ilegalmente para Joe Biden”. De acordo com a queixa, uma “análise estatística” mostra que cerca de 70.000 votos favoráveis a Biden foram contados.